Política

RECURSOS

Simone Tebet comunica pagamento de R$ 28 milhões para a Saúde de MS

A ministra do Planejamento e Orçamento explica que o montante é relativo às emendas da bancada federal do Estado

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Mato Grosso do Sul deve receber nos próximos dias mais de R$ 28 milhões oriundos de emendas individuais dos oito deputados federais e três senadores e também da bancada federal no Congresso Nacional para serem investidos na área de saúde.

A informação foi repassada ontem, com exclusividade ao Correio do Estado, pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que explicou que o recurso é do ano passado. 

“Foi liberado o pagamento da emenda da bancada federal de 2022 para a Saúde no valor de R$ 28 milhões. Já avisei ao secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, sobre essa liberação”, declarou Simone Tebet.

A ministra explicou à reportagem que o montante de R$ 28.167.676,00 é destinado ao custeio de serviços de assistência hospitalar e ambulatorial, ou seja, incremento temporário do teto de assistência de média e alta complexidade (MAC). 

O MAC é um recurso temporário destinado a complementar o custeio dos serviços de assistência de média e alta complexidade para melhorar o atendimento à população, incrementando o financiamento da rede própria de atendimento ou, ainda, atuando na ampliação do custeio, proporcionando a redução de filas de atendimento. “O recurso vai direto para o fundo da Saúde”, avisou.

Simone Tebet lembrou que na última reunião que teve com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) houve o pleito do governo de Mato Grosso do Sul para que o Ministério do Planejamento e Orçamento ajudasse a liberar esse recurso. “Então, foi o que nós fizemos lá no Ministério da Saúde”, ressaltou.

Segundo a ministra, já tinham sido liberados mais de R$ 600 mil dessa emenda de bancada, incluindo recurso que ela tinha conseguido quando ainda era senadora pelo MDB. 

“Trata-se de emenda da bancada de Mato Grosso do Sul do ano passado, e os parlamentares estavam tendo dificuldades para que esses recursos fossem liberados para a Saúde, mesmo estando tudo certo. Agora, comunico que já aconteceu a liberação”, reforçou.

OBRAS

No dia 29 de março, a ministra Simone Tebet já tinha informado que, a partir desta semana, o governo federal começaria a pagar R$ 1 bilhão em emendas individuais e de bancada destinadas a Mato Grosso do Sul, para atender os municípios e realizar obras estruturantes e manutenção de rodovias federais. 

Esse recurso já está garantido na Lei Orçamentária Anual (LOA), feita no ano passado. A afirmação foi feita pela sul-mato-grossense em reunião com cerca de 35 prefeitos e 15 vereadores de Mato Grosso do Sul.

Na conversa, Simone também disse que agendaria reunião com o presidente Lula e o ministro das Cidades, Jader Filho, para que Mato Grosso do Sul fosse o mais rapidamente possível contemplado com a faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida. 

“O ministro é parceiro nosso. Vamos aproveitar toda sua competência e capacidade para tirar o máximo possível de recursos para todos os estados e também para Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Os prefeitos solicitaram informações sobre os investimentos que devem ser priorizados no Estado este ano.

“Aproveitamos a agenda em Brasília e nos reunimos com a ministra para saber sobre as prioridades do governo”, disse Valdir Couto, presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). 

Ele enfatizou também que o grupo conversou com a ministra sobre a reforma tributária, e Simone buscou, mais uma vez, tranquilizar os prefeitos quanto à unificação do ISS com o ICMS, referindo-se a um estudo que apontou que a maioria dos municípios não chega a arrecadar R$ 8 per capita por mês com ISS.

Com a união com o ICMS, os municípios têm a ganhar, por causa da taxação das transações que ocorrem na internet.

“Dos mais de 5,5 mil municípios, quase 500 vão perder. São municípios de médio a grande porte. Os pequenos, quase na integralidade, já começam a ganhar força desde o início da reforma, que só entra em vigor em 2025. Durante 20 anos haverá um fundo para compensar, e esses municípios não perderão”, assegurou.

EMENDAS

Além dessa preocupação, outra demanda dos prefeitos do Estado é a liberação das emendas individuais apresentadas pelos parlamentares federais sul-mato-grossenses ao Orçamento da União que garantem obras nos municípios. 

A ministra explicou que depois dos 100 dias de governo começaria a pagar, detalhando que os projetos precisam estar de acordo com as exigências.

Ela explicou que são R$ 579 milhões no Ministério dos Transportes para manutenção de rodovias, sendo R$ 437 milhões solicitados este ano e mais R$ 142 milhões referente a restos a pagar (procedimento contábil que permite o uso de recurso do Orçamento do ano passado neste ano), outros R$ 336 milhões em novas construções e adequações previstas no Orçamento e mais R$ 68 milhões em restos a pagar neste tipo de investimento.

Entre as obras previstas estão a implantação e conservação da terceira faixa na BR-267, no valor de R$ 175 milhões, conclusão das obras na BR-419, obras na BR-463 e recuperação de asfalto das BRs que cortam o Estado. Ela também afirmou que “está no Orçamento brasileiro [o R$ 1 bilhão]”.

“Isso significa que só precisamos de bons projetos. Com os projetos bem feitos, libera o recurso, vai executando, faz a medição e vai pagando. Esse montante não é fácil de gastar no primeiro ano. Caso não termine a obra, coloca nos restos a pagar para 2024, [já que] às vezes leva um ano e meio para executar”, ressaltou Simone Tebet.
 

Eleições 2026

Eleição deve ser decidida no 1º turno

A 12 dias da eleição para governador, pesquisa mostra Eduardo Riedel com 64,15% e Fábio Trad com 18,70% dos votos válidos

22/09/2026 07h45

Marcelo Victor

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A 12 dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com 64,15% dos votos válidos na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul e seria reeleito sem necessidade de segundo turno, aponta a nova rodada da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) e Correio do Estado.

Ainda nesse recorte, que exclui eleitores indecisos e aqueles que declararam voto branco ou nulo, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) tem 18,70%, portanto, Riedel está acima dos 50% necessários para eliminar do pleito a realização de um segundo turno. Pelas regras eleitorais, só há segundo turno para governador quando nenhum candidato alcança maioria absoluta dos votos válidos. 

A conversão para votos válidos considera 583 das 784 entrevistas realizadas pelo instituto. Foram retiradas da conta as 143 respostas de indecisos e as 58 respostas de branco ou nulo, que juntas representam 25,64% da amostra. No resultado original da pesquisa estimulada, Riedel tem 47,70% das intenções de voto e Fábio Trad, 13,90%. 

Depois dos dois primeiros, aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 6,86% dos votos válidos, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 3,43%, e Lucien Rezende (Psol), com 3,09%. O indígena Daniel Lemes (PCO) e o Economista Renato Gomes (DC) têm 1,37% cada, enquanto o jornalista Jeferson Bezerra (Agir) registra 1,03%.

No resultado sobre o total de entrevistados, antes da exclusão dos indecisos, brancos e nulos, Delcídio soma 5,10%, Catan aparece com 2,55% e Lucien tem 2,30%. Daniel Lemes e Renato Gomes registram 1,02% cada, e Jeferson Bezerra, 0,77%.

A distância entre Riedel e Fábio Trad no cálculo dos votos válidos é de 45,45 pontos porcentuais. O recorte, porém, representa uma conversão matemática das respostas da pesquisa e não uma projeção do resultado das urnas.

Na comparação com a rodada de agosto, considerando os porcentuais sobre o total da amostra, Riedel passou de 44,77% para 47,70%, uma variação de 2,93 pontos porcentuais. Fábio Trad oscilou de 13,78% para 13,90%. Catan passou de 4,85% para 2,55%. 

ESPONTÂNEA

O domínio de Riedel também aparece quando são calculados os votos válidos da pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos.

Fonte: IPR/Correio do Estado 

Nesse cenário, foram contabilizadas 224 respostas válidas entre os 784 entrevistados. Riedel concentra 77,68% dos votos válidos, seguido por Fábio Trad, com 12,95%, e Catan, com 4,02%.

Delcídio aparece com 1,79%, Renato Gomes com 1,34% e Lucien Rezende com 0,89%. Reinaldo Azambuja, Jeferson Bezerra e Tiago Botelho ficam com 0,45% cada.

A diferença entre o número de votos válidos e o total da amostra é explicada principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não citaram espontaneamente um candidato. Na pesquisa original, 69,64% se declararam indecisos e 1,79% responderam branco ou nulo. Riedel foi citado espontaneamente por 22,19% do total de entrevistados e Fábio Trad, por 3,70%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para governador. Fábio Trad é citado por 15,18%, seguido por Delcídio do Amaral, com 7,27%, e Eduardo Riedel, com 5,61%. 

João Henrique Catan aparece com 1,66%. Jeferson Bezerra e Lucien Rezende têm 1,28% cada, Daniel Lemes registra 0,64% e Renato Gomes, 0,38%.

Ao mesmo tempo, 50,13% afirmaram não rejeitar nenhum candidato. Outros 9,44% disseram rejeitar todos, 4,97% não souberam responder e 2,17% optaram por branco ou nulo.

DADOS

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de setembro de 2026 e ouviu 784 eleitores com 16 anos ou mais em Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. 

A pesquisa IPR/Correio do Estado está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026.

O primeiro turno das eleições deste ano será realizado no dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno para governador está previsto para o dia 25 de outubro.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a sequência de pesquisas mostra que Eduardo Riedel chega aos últimos dias de campanha mantendo praticamente o mesmo patamar registrado no início do ano, enquanto os adversários não conseguiram avançar de forma consistente.

“Riedel chega à reta final com um eleitorado bastante estável. Nas cinco pesquisas, as oscilações ficaram dentro da margem de erro e, agora, ele volta praticamente ao mesmo porcentual registrado no começo da série”, afirmou Aruaque Barbosa.

IPR/Correio do Estado

Em MS, Flávio Bolsonaro tem 40,82% e Lula, 31,63%, indica pesquisa

Distância entre candidato do PL e petista é a menor do ano na série de levantamentos em Mato Grosso do Sul

21/09/2026 21h13

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

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Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantém na liderança da disputa para a presidência dentro do território sul-mato-grossense, com 40,82% das intenções de voto. Na segunda posição em Mato Grosso do Sul aparece o presidente da República, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31,63% das intenções de voto. 

No comparativo com a pesquisa anterior, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro melhoraram o desempenho. Na rodada do mês de agosto, Flávio Bolsonaro aparecia com 39,29% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 29,72%.

A distância entre os dois é a menor da série que começou no mês de março. No primeiro levantamento, a diferença era de 14,29 pontos porcentuais. Em agosto, a distância caiu para 9,57 pontos porcentuais e agora é de 9,19 pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com 784 entrevistas, e registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. As entrevistas foram feitas em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. 

No levantamento, Augusto Cury (Avante) aparece com 3,95%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,57% das intenções; Renan Santos (Missão), 2,55%; Romeu Zema (Novo), 0,64%; Wilson Grassi (Democrata), 0,51%; Cariana Barão (DC), 0,38%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,26%; Samara (UP), 0,26%; Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. 
Brancos e nulos são 3,83% e indecisos somam 11,61%. 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Espontânea

Na pesquisa espontânea, a maioria está indecisa, 42,73%. Flávio Bolsonaro tem 27,93% das menções espontâneas, enquanto Lula tem 23,98%. Cury (1,66%), Renan Santos (1,15%), Ronaldo Caiado (0,51%), Zema (0,38) e Samara (0,13%) completam a lista. Os brancos e nulos são 1,54% nesta modalidade. 

Rejeição

O mais rejeitado é o presidente Lula, com 41,58% das menções. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 31,51%. Os que não rejeitam ninguém somam 14,92% dos entrevistados e os que rejeitam todos, 5,87%. Todos os outros candidatos pontuaram com menos de 1% no quesito rejeição, sendo indecisos 2,93% e brancos e nulos, 1,28%.

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