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TCE-MS tem até 15 de agosto para informar lista de políticos com contas rejeitadas

De posse da lista, caberá ao TRE-MS a tarefa de declarar a inelegibilidade de gestores e ex-gestores com irregularidades

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No uso de suas atribuições constitucionais e legais, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) tem até o dia 15 de agosto para disponibilizar a relação de prefeitos e ex-prefeitos que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável.

De posse dessa lista, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) a tarefa de declarar a inelegibilidade de gestores e ex-gestores que figuram na relação encaminhada pela Corte de Contas. Em razão disso, o clima é de apreensão entre os postulantes ao cargo de prefeito nos 79 municípios.

Segundo apuração do Correio do Estado, no atual momento, essa é a lista mais esperada para os pré-candidatos a prefeito, já que muitos que atualmente são postos como favoritos nas eleições do dia 6 de outubro podem ser declarados inelegíveis e, com isso, ficarem de fora do pleito, provocando uma verdadeira reviravolta na disputa.

Considerando o disposto no § 5º do artigo 11 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, e no § 5º do artigo 186 de seu regimento interno, aprovado pela Resolução nº 98, de 5 de dezembro de 2018, a Corte de Contas tem de comunicar até o dia 15 de agosto a disponibilização da relação dos responsáveis que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável.

É importante esclarecer que não cabe ao TCE-MS a tarefa de declarar a inelegibilidade dos gestores que figuram na relação encaminhada ao TRE-MS, sendo a matéria de competência da Justiça Eleitoral, conforme dispõe o artigo 2º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990.

Além disso, as informações fornecidas pela Corte de Contas têm como objetivo assegurar a soberania popular, descrita no artigo 14 da Constituição Federal.

A Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1994, que estabelece as normas para as eleições, traz essas obrigações do TCE-MS. Pelo Artigo 11, os partidos e qw coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as 19h do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 

O § 5º estabelece que, até a data a que se refere o artigo, os Tribunais e Conselhos de Contas deverão tornar disponíveis à Justiça Eleitoral relação dos que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário ou em que haja sentença judicial favorável ao interessado.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

No dia 5 de abril deste ano, terminou o prazo para que os atuais gestores entregassem ao TCE-MS as Prestações de Contas Anuais de Governo e Gestão referentes ao exercício de 2023. De acordo com o balanço, a entrega dos documentos realizados pelo TCE-Digital alcançou 96,82%.

A data inicial para a entrega dos balanços do exercício de 2023 era até o dia 30 de março, porém, ela foi prorrogada até o dia 5 de abril. Do total de 1.101 prestações de contas anuais, 1.070 unidades gestoras realizaram o envio dentro do prazo estabelecido, restando, ainda, 31 unidades gestoras que não conseguiram cumprir a data-limite.

A entrega das contas anuais de gestão e de governo é um dever constitucional de todos os gestores públicos, e a Corte de Contas tem investido em tecnologia para agilizar esse trabalho.

No caso das contas de governo, que são as contas dos prefeitos e do governador, e de gestão, que são as dos demais ordenadores de despesa, o prazo foi até 5 de abril. 

É muito importante que essa entrega seja feita dentro do prazo para que o Tribunal possa fazer a devida análise e emitir o parecer ou promover o julgamento dessas contas no menor tempo possível.

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Política

Boulos defende candidatura de Simone Tebet ao governo de São Paulo

Durante evento em Campo Grande, nesta quinta-feira (5), Guilherme Boulos afirmou que Tebet possui envergadura para representar o projeto do PT em qualquer estado

05/02/2026 15h00

Crédito: Zeca Ribeiro e Lula Marques / Câmara dos Deputados / Agência Brasil

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Cumprindo agenda em mais uma “Festa da Democracia”, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), defendeu a candidatura de Simone Tebet ao governo de São Paulo.

O nome da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), vem sendo estudado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um nome consistente nesta disputa, o que renderia ao petista um palanque forte no maior colégio eleitoral do país.

Simone informou que deve deixar o primeiro escalão do governo federal até o dia 30 de março para iniciar a preparação mirando o pleito eleitoral de 2026. Embora a ministra manifeste o desejo de se candidatar ao Senado por Mato Grosso do Sul, tudo indica que deverá mudar o domicílio eleitoral, mirando o estado de São Paulo.

O nome dela na disputa mexeu com a extrema-direita, uma vez que concorreu à Presidência da República e apoiou o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022.

Coube a ela e ao vice-presidente Geraldo Alckmin percorrerem o interior de São Paulo, articulando e viabilizando pontes para o petista, já que Tebet atraía o eleitorado de centro.

Com isso, somado ao fato de ser a ministra com a melhor avaliação do governo Lula no ranking de aprovação dos chefes de ministérios, o nome dela na disputa pode embaralhar o cenário eleitoral gerando incômodo no planejamento de outros partidos.

Uma das questões levantadas pela extrema-direita para criticar a possível indicação de Lula é o fato de Tebet não ser natural do estado. Boulos rebateu, afirmando que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é do Rio de Janeiro e, inicialmente, sequer sabia onde ficava seu colégio eleitoral.

“Aliás, achei muito engraçado ver gente da direita falando que a Simone não pode ir para São Paulo. O Tarcísio, que é governador deles, é do Rio de Janeiro, não sabia nem onde votar, em que casa ele entrava… E o cara virou governador de São Paulo. Essa gente não tem autoridade para dizer isso”, disse Boulos.

Boulos destacou ainda o desempenho de Simone Tebet na disputa pela Presidência da República, em 2022, quando ficou em terceiro lugar, à frente de Ciro Gomes (PDT), que concorreu em quatro eleições presidenciais (1998 e 2002 pelo PPS; 2018 e 2022 pelo PDT).

“Tebet é um quadro da política brasileira. Foi candidata à Presidência da República e teve um bom desempenho na campanha. É ministra do Planejamento, tem feito um bom trabalho, minha colega. Simone tem condições de representar o nosso projeto, seja aqui no MS, que é seu estado de origem, em São Paulo ou em qualquer outro estado”, pontuou Boulos.

Futuro de Tebet

Após apoiar Lula no segundo turno das eleições de 2022, o nome da emedebista ficou desgastado em Mato Grosso do Sul, onde o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) superou o petista nas urnas.

Simone tem declarado que está articulando com o presidente seu futuro político. Conforme acompanha o Correio do Estado, o entorno de Lula avalia que a mudança do domicílio eleitoral para São Paulo tornaria viável uma candidatura ao Senado.

Isso porque, em Mato Grosso do Sul, o cenário político é mais sinuoso, e o MDB integra a base de apoio do governador Eduardo Riedel (PP), alinhado ao Partido Liberal.

Nesta quarta-feira (4), Tebet defendeu o nome de Fernando Haddad para a disputa pelo governo de São Paulo, em declaração feita na saída de um evento contra o feminicídio.

Outro nome forte apontado por ela para enfrentar Tarcísio de Freitas é o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também não está descartada a possibilidade de Tebet disputar uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo.
 

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PACIFICAÇÃO

Azambuja diz que executiva nacional vai conversar com "rebeldes" Catan e Pollon

O ex-governador se reuniu com o presidente Valdemar Costa Neto e o secretário-geral Rogério Marinho sobre a campanha eleitoral

05/02/2026 08h20

O ex-governador Reinaldo Azambuja e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto

O ex-governador Reinaldo Azambuja e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto Marcelo Victor / Correio do Estado

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A executiva nacional do PL vai conversar com o deputado federal Marcos Pollon e com o deputado estadual João Henrique Catan para persuadi-los a desistirem das respectivas pré-candidaturas a governador e ao senado pelo partido em Mato Grosso do Sul nas eleições gerais em outubro deste ano.

A informação foi repassada ontem ao Correio do Estado pelo presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja, após reunião, em Brasília (DF), com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e com o secretário-geral nacional da sigla, senador Rogério Marinho.

“A reunião foi muito tranquila e coincidiu de o Rogério Marinho ter acabado de retornar da reunião que teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro e ele revelou que ambos trataram das campanhas eleitorais em todos os estados mais o Distrito Federal”, explicou.

Em Mato Grosso do Sul, conforme Azambuja, o secretário-geral do PL confirmou que o Bolsonaro reforçou o que já estava pactuado desde 2024.

“Ou seja, a manutenção da aliança sólida para a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e a montagem de chapas mais competitivas possíveis para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa”, detalhou.

Ele reforçou que o encontro foi a oportunidade para que a executiva estadual esteja em sintonia com a nacional de olho na disputa eleitoral deste ano.

“Precisamos estar em sintonia, pois a nossa intenção é a montagem de chapas competitivas, tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa. O nosso foco é fazer três federais e, pelo menos, seis estaduais”, revelou.

SENADO

Sobre a disputa ao Senado, o ex-governador destacou que o PL vai continuar seguindo o que já tinha sido combinado. “Isto é, uma das pré-candidaturas é minha e o outro nome será definido com base em quem aparecer melhor nas pesquisas de intenções de votos. Isso não mudou”, avisou.

A respeito dos dissidentes João Henrique Catan e Marcos Pollon, o presidente estadual do PL reforçou não entender o posicionamento de ambos. “O nosso adversário é o PT e precisamos fazer um palanque unificado da direita e do centro para o senador Flávio Bolsonaro enfrentar o concorrente em comum, que é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, argumentou.

No entanto, ele destacou que ficou definido que o presidente Valdemar Costa Neto e o secretário-geral Rogério Marinho vão conversar com os dois para que entendam o projeto eleitoral para Mato Grosso do Sul.

“Porém, eles não podem obrigar ninguém a seguir o que foi pactuado. A regra do jogo é essa: analisar os desempenhos nas pesquisas de intenções de votos para o Senado no Estado e o melhor será escolhido”, assegurou.

Por enquanto, conforme as pesquisas de intenções de votos para o Senado divulgadas até o fim do ano passado, o que tem o melhor desempenho para concorrer ao lado de Azambuja é o ex-deputado estadual Capitão Contar.

“Quando o Flávio Bolsonaro retornar da viagem ao exterior, teremos uma nova reunião com a presença dele para conversar sobre a vinda dele a Mato Grosso do Sul. O Rogério Marinho vai coordenar a campanha eleitoral do Flávio Bolsonaro à Presidência da República, então, quando o Flávio retornar ao Brasil, vamos ter essa agenda comum para definir essas questões. Ficou acertado que o Riedel também deve participar”, revelou.

O pré-candidato a presidente da República pelo PL participa de agenda oficial do Senado no Oriente Médio para articular contatos com lideranças conservadoras internacionais. Antes de chegar ao Bahrein, a comitiva esteve em Israel para participar da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Knesset (o Parlamento israelense).

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