Política

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Trocando de pele

Trocando de pele

Redação

04/05/2010 - 07h07
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Gustavo Monteiro, Bolsa de Mulher

Nos anos 90, limpeza de pele era o must, principalmente entre os adolescentes. Já o peeling se popularizou nos últimos anos, embora tenha surgido na década de 1960. Mesmo com o enorme volume de informação disponível atualmente, ainda existe confusão quanto às indicações para esses procedimentos. Entenda: enquanto a limpeza de pele tem como finalidade retirar cravos, sujeira e células mortas, o peeling visa retirar a camada superficial da derme para deixar a aparência mais lisa, homogênea e elástica.

Os dermatologistas explicam que os procedimentos são completamente diferentes. Eles informam que a limpeza de pele, como o próprio nome diz, tem como objetivo promover uma limpeza profunda. Já o peeling, que pode ser feito por esteticistas ou dermatologistas, retira a camada superficial, fazendo surgir uma nova cútis. A limpeza é indicada para qualquer tipo de pele e pode ser realizada mensalmente, principalmente por quem sofre com a acne.
O peeling funciona bem para os casos de hiperqueratose (excesso de queratina, causador dos calos), controle do excesso de oleosidade, atenuação de rugas finas e profundas e eliminação de manchas. A limpeza perdeu um pouco o glamour porque o acesso à técnica ficou muito mais fácil. Com o aumento da oferta de tratamentos estéticos cada vez mais requintados e diversificados e a elevada quantidade de profissionais atuantes nesse setor, a limpeza deixou de ser um procedimento excepcional e passou à condição de simples e obrigatória, perdendo o destaque de antigamente.

Indicações do peeling
Agora que os conceitos estão claros, entenda como funciona cientificamente um peeling. Primeiro, é preciso deixar claro: o procedimento não substitui de forma alguma a limpeza de pele, ele é complementar. Os tipos mais comuns são: os mecânicos, menos invasivos, e os químicos, normalmente feitos com aplicação de ácido nas camadas superficiais, promovendo descamação e estimulando a produção de elastina e colágeno.
O peeling mecânico, realizado por meio do atrito com as mãos, conta com a aplicação de sementes moídas ou grânulos que arrastam as células mortas da superfície da pele. O químico deve ser feito com ácidos em concentração predeterminada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para cabines estéticas.

Peeling químico
O que determina a profundidade do peeling é o tempo de permanência do produto. Os mais profundos podem ser feitos apenas por médicos, e não por esteticistas. Depois do peeling químico, faz-se a neutralização com água, nos consultórios de estética, ou outro líquido nos casos médicos.
Ainda falando do peeling químico, normalmente se usa em estética os Ahas (Alpha Hidroxi Ácidos), retirados de frutas, como, por exemplo, o ácido glicólico, da cana-de-açúcar, o ácido kójico, do arroz, o lático, do leite, entre outros. O procedimento afina a pele. Em baixa concentração, a descamação é praticamente invisível, deixa a cútis mais hidratada, brilhante e auxilia a permeação de todos os produtos aplicados a seguir.

Peeling enzimático
Este procedimento é parecido com o químico na forma de aplicação, mas o ativo é um produto à base de enzimas, como, por exemplo, a bromelina do abacaxi, a papaína do mamão ou ainda uma substância obtida da fermentação de lactobacilos. Esse método é menos agressivo que os ácidos, usados até em peles sensíveis, e reduz a camada de queratina, proteína que deixa a pele mais grossa, sem brilho e com resistência à permeação de ativos.
Com o uso dessas esfoliações, pode-se trabalhar procedimentos de clareamento, rejuvenescimento, eliminação da acne, redução da desidratação, etc. Os tratamentos faciais são elaborados na primeira sessão com uma limpeza de pele profunda. Após essa limpeza, os tratamentos podem ser oferecidos como pacotes de dez sessões semanais.

Uma observação importante: impossível zerar completamente os problemas faciais só com peelings. É necessário sempre um conjunto de fatores. Fundamental lançar mão não só de tratamentos estéticos, mas tomar cuidados como alimentação adequada, proteger-se do sol, evitar cigarros e bebidas alcoólicas. Portanto, uma vida saudável é o principal tratamento para uma pele perfeita.

Parecer

STJ decide que planos de saúde não podem limitar sessões de tratamento de pacientes autistas

De acordo com o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, restringir o tratamento é ilegal

12/03/2026 14h00

Foto: Arquivo

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A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade na quarta-feira, 11, que planos de saúde não podem limitar o número de sessões para tratamento de pacientes com transtorno do espectro autista (TEA).

A tese confirmada pelo STJ afirma que é abusiva a limitação de sessões de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional prescritas a esses pacientes. De acordo com o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, restringir o tratamento é ilegal.

"Segundo a jurisprudência do STJ, é abusiva a limitação do número de sessões de terapia multidisciplinar aos beneficiários com diagnóstico de transtorno do espectro autista", disse ele.

O caso foi levado ao STJ para questionar uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que limitou a 18 sessões anuais o tratamento de um paciente com autismo.

Ressalva sobre fraudes

Durante a análise do caso, os ministros divergiram em relação à necessidade de citar na ementa, que resume a decisão, uma ressalva quanto à ocorrência de fraudes na prescrição de tratamentos.

A sugestão de incluir esse ponto foi feita pelo ministro Raul Araújo, que destacou que o tema tem preocupado planos de saúde.

A ministra Daniela Teixeira, por sua vez, argumentou que a inclusão da ressalva no resumo da decisão poderia ser usada pelas operadoras para questionar sistematicamente a prescrição de tratamentos, prejudicando os pacientes.

A ministra defendeu que a corte tem de presumir a boa fé dos usuários e que, caso haja alguma fraude, o tema deve ser tratado na esfera criminal. "Vai caber ao plano de saúde comprovar que é uma fraude e não ao usuário", disse.

Por fim, a ementa original, sem a ressalva sobre fraudes, foi aprovada por 5 votos a 3.

Acesso ao cuidado

Famílias de pacientes autistas relatam com frequência batalhas judiciais com planos de saúde em busca de tratamento adequado. Reclamações relacionadas à falha na assistência cresceram significativamente nos últimos anos.

Em 2022, uma lei aprovada no Congresso definiu que os planos de saúde devem oferecer tratamentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desde que haja comprovação científica

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou os requisitos para autorizar tratamentos fora do rol, como prescrição por médico ou dentista e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Reação à decisão do STJ

As principais entidades representativas de operadoras de planos de saúde divulgaram nota sobre a decisão do STJ.

A FenaSaúde destacou que respeita a decisão do tribunal e que não defende a limitação de tratamento, "mas sim o combate a práticas excessivas ou irregulares, bem como a estrita observância de protocolos fundamentados na medicina baseada em evidências".

Já a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) afirmou que aguarda a publicação do acórdão para analisar os parâmetros determinados pela Justiça.

"A entidade reforça que a análise detalhada do conteúdo será fundamental para avaliar os critérios definidos pelo STJ, bem como seus desdobramentos para a aplicação das regras de cobertura no âmbito da saúde suplementar", diz a nota.
 

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BRASIL

Simone Tebet confirma disputa ao Senado por São Paulo

Ministra afirmou que aceitou convite do presidente Lula após conversas políticas e decisão familiar

12/03/2026 10h58

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão Marcelo Victor

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa concedida no XCVI Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan), realizado no Bioparque Pantanal.

Durante a conversa, a ministra afirmou que a decisão foi tomada após uma série de articulações políticas e conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo Tebet, o convite para que disputasse o Senado pelo maior colégio eleitoral do país surgiu no início do ano.

“Essas conversas foram caminhando e, no dia 27 de janeiro, em uma viagem ao Panamá com o presidente Lula, discutimos política no Brasil…Na semana passada, em um encontro mais reservado em São Paulo, ele pediu claramente que eu pudesse ser candidata ao Senado por São Paulo”, relatou.

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão. Segundo ela, o diálogo ocorreu na quarta-feira (11), quando recebeu o apoio da família para seguir com o projeto político.

“Depois de explicar a situação para minha mãe, ontem eu decidi cumprir a missão. Política é missão. Vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que considero muito importante para o Brasil”, afirmou.

Tebet também destacou a relação que mantém com São Paulo. De acordo com a ministra, foi no estado onde obteve a maior votação quando disputou a Presidência da República em 2022, além de possuir vínculos familiares e acadêmicos com a região.

“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu tive uma projeção política, é onde eu vou sempre visitar as minhas filhas, tenho uma relação muito próxima de São Paulo, meu pai e meu marido são nascidos lá, meus avós vieram do Líbano e começaram a sua vida no interior de São Paulo também”.

Apesar da futura candidatura em São Paulo, a ministra ressaltou sua ligação com Mato Grosso do Sul, onde iniciou a trajetória política. Natural de Três Lagoas, ela lembrou que o estado foi responsável por projetar sua carreira em nível nacional.

“Mato Grosso do Sul me deu o privilégio de ser a primeira mulher prefeita da minha cidade, reeleita, deputada estadual, vice-governadora e senadora. É o estado que me levou ao cenário nacional”, disse.

Segundo Tebet, a definição sobre filiação partidária e outros detalhes da candidatura ainda devem ser discutidos nas próximas semanas, dentro do prazo da chamada janela partidária. Ela afirmou que a ida para São Paulo ocorrerá com apoio político de Alckmin.

“Agora começa uma nova etapa. Temos uma janela temos pelo menos até o dia 2 de abril, para tomar todas as outras decisões”, concluiu.

Na oportunidade, a ministra Tebet também anunciou que deixa o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento no final deste mês de março.

Já nos bastidores, a movimentação política indica que Tebet pode deixar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para se filiar ao Partido Social Democrático (PSB). A possível mudança ocorre porque, em São Paulo, o MDB não deve integrar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. 

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