Política

Candidatura

TSE determina que filiação de Flávio ao PL seja restabelecida

Tribunal investiga filiação do senador ao partido Missão

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL seja restabelecida. Ele é o pré-candidato do partido à Presidência da República.

Desde cedo, matérias jornalísticas informavam que a equipe da campanha do senador não conseguiu formalizar a candidatura no sistema do TSE devido à filiação ao Missão. 

A decisão do ministro foi tomada após o partido solicitar a desfiliação de Flávio do Missão. O caso está sendo investigado pelo TSE. 

A partir de agora, o PL poderá registrar a candidatura do senador no sistema da Corte. O prazo termina no próximo sábado (15). 

Mais cedo, Flávio Bolsonaro afirmou que o registro de filiação ao Missão foi "fraudado". 

O TSE negou que o sistema de candidaturas tenha sido hackeado e informou que alguém com as credenciais digitais do Missão realizou a filiação de Flávio ao partido. 

"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações", declarou o TSE.

ELEIÇÕES

'Mais Louco' ignora Contar e declara apoio ao petista Vander ao Senado

Juliano Ferro, prefeito de Ivinhema, anunciou que irá apoiar Vander Loubet e Reinaldo Azambuja para ocuparem as duas vagas do Senado Federal

13/08/2026 11h30

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Em vídeo publicado em sua rede social, nesta quarta-feira (12), o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), o "Mais Louco do Brasil", declarou seu apoio político para dois candidatos ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Vander Loubet (PT).

Apesar de ser de direita e apoiar um candidato da esquerda, mais especificamente do PT que é adversário direto do Partido Liberal, o qual faz parte, o prefeito explicou que a opção por Vander Loubet é por uma questão de proximidade.

"Nosso primeiro voto para o Senado é Reinaldo Azambuja, que fez um trabalho brilhante como governador do Estado, fazendo o sistema municipalista e ajudando os 79 municípios. Meu segundo apoio é para Vander Loubet, todo mundo sabe da minha proximidade com o Vander, já fiz três campanhas para ele e, ao longo desses seis anos como prefeito, foi um grande companheiro que nós tivemos aqui na Câmara dos Deputados Federal. E eu sempre falo aqui nas minhas redes sociais que queria ajudar quem ajudou a fazer Ivinhema melhor, quem ajudou a manter o nosso mandato no patamar que se encontra".

Além de anunciar seu apoio para as duas vagas ao Senado Federal, Juliano Ferro também disse que fará campanha para Flávio Bolsonaro (PL) ser o Presidente da República e para Eduardo Riedel (PL) continuar como governador do Estado.

"Também estarei junto com nosso governador Eduardo Riedel, estarei junto com nosso deputado estadual Zé Teixeira, a Mara Caseiro para deputada federal e também estarei fazendo a campanha para o nosso presidente Flávio Bolsonaro"

O apoio de Juliano Ferro ao candidato do Partido dos Trabalhadores também passa pela desistência de Nelsinho Trad a reeleição ao cargo de senador, no início do mês. Trad e Mais Louco possuem uma boa relação, tanto que o prefeito chegou a anunciar, em novembro de 2025, que apoiaria o parlamentar para as eleições deste ano.

A decisão do prefeito bolsonarista pode causar um abalo no cenário político em Mato Grosso do Sul. Nos comentários do vídeo, há seguidores do "Mais Louco" que se manifestaram contra a decisão de apoiar um petista.

ESTRATÉGIA ELEITORAL

Azambuja se aproxima de Michelle para conquistar voto da direita radical em MS

Ex-governador recebeu o apoio da ex-primeira-dama à chapa do PL e busca reforçar vínculo com eleitorado bolsonarista

13/08/2026 07h40

Reinaldo Azambuja e Michelle Bolsonaro no encontro em Brasília

Reinaldo Azambuja e Michelle Bolsonaro no encontro em Brasília Divulgação

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Focado no eleitorado da direita radical de Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja, candidato do PL ao Senado, avançou na aproximação com a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro e recebeu dela uma sinalização pública de apoio à chapa do partido no Estado.

O movimento busca fortalecer a identificação dele com o bolsonarismo e encerrar as dúvidas provocadas pela antiga defesa da candidatura do deputado federal Marcos Pollon ao Senado.

Azambuja esteve em Brasília (DF) na terça-feira, onde participou da gravação de material para a campanha eleitoral ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

O encontro reuniu cerca de 20 candidatos ao Senado e teve a participação de Michelle, que vai concorrer pelo partido a uma das duas vagas de senadora pelo Distrito Federal.

Durante a conversa, Michelle demonstrou apoio à composição definida pelo PL em Mato Grosso do Sul e afirmou que a escolha também agradou ao ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL). “Estou feliz com a chapa de vocês. O Bolsonaro também ficou satisfeito pela escolha”, afirmou.

Para Azambuja, a declaração ajuda a afastar qualquer dúvida sobre o posicionamento da família Bolsonaro em relação à disputa pelo Senado no Estado.

“A Michelle Bolsonaro me disse que torce pela nossa candidatura, pois entendeu que a nossa chapa é forte e tem plenas condições de ficar com as duas vagas ao Senado”, declarou.

O ex-governador também afirmou que a disputa interna envolvendo os nomes que representariam o partido na eleição está encerrada. “As duas candidaturas do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul já estão pacificadas”, disse.

A presença de Azambuja ao lado de Michelle ocorre em um momento em que o ex-governador procura ampliar sua inserção entre os eleitores mais identificados com Jair Bolsonaro.

Embora tenha construído sua trajetória política principalmente no PSDB antes de ingressar no PL, Azambuja agora busca reforçar os vínculos com as principais lideranças nacionais da legenda e com o eleitorado conservador.

O discurso adotado pelo candidato também procura aproximá-lo da retórica utilizada pelo grupo político de Bolsonaro. Em Brasília, Azambuja colocou o enfrentamento ao PT como elemento de união entre as diferentes alas do partido.

“Todo mundo unido para enfrentar o nosso adversário em comum, que é o PT. Esse partido está destruindo o Brasil”, afirmou.

A estratégia ganha importância especialmente porque Capitão Contar e Marcos Pollon têm histórico de identificação direta com o bolsonarismo em Mato Grosso do Sul.

Ao aparecer ao lado de Michelle e Flávio Bolsonaro e receber o aval da ex-primeira-dama do Brasil, Azambuja busca consolidar sua presença nesse mesmo segmento do eleitorado.

Afinal, estar ao lado de Michelle oferece a Azambuja um ativo adicional na tentativa de conquistar o eleitorado mais fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, permite ao PL apresentar uma imagem de unidade depois de meses de disputa sobre quem representaria o grupo na corrida pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado.

O encontro em Brasília também serviu para reforçar a tentativa de pacificação das divergências envolvendo integrantes da família Bolsonaro, pois Michelle relatou a Azambuja que o desentendimento com Flávio foi superado e que o grupo pretende concentrar esforços na eleição presidencial e na ampliação da bancada aliada no Senado.

A gravação realizada na Capital Federal integra essa estratégia, já que o material produzido com Flávio, Michelle e os candidatos ao Senado poderá ser utilizado tanto pela campanha presidencial quanto nas propagandas estaduais.

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