Política

eleições 2026

União Brasil de MS terá 4 brigando pela Câmara e 12 pela Assembleia Legislativa

A legenda faz parte da Federação União Progressista e as outras 18 pré-candidaturas restantes ficarão a cargo do PP

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O diretório do União Brasil em Mato Grosso do Sul já bateu o martelo sobre a quantidade de pré-candidatos que vai lançar para brigar pelas cadeiras da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) nas eleições gerais do próximo ano.

Como a legenda faz parte da Federação União Progressista, composta também pelo PP, ficou definido que serão 4 pré-candidatos a deputados federais e 12 pré-candidatos a deputados estaduais, enquanto as 18 pré-candidaturas restantes ficarão para os progressistas, sendo 5 pré-candidatos a deputados federais e 13 pré-candidatos a deputados estaduais.

Em entrevista ao Correio do Estado, a presidente do União Brasil em Mato Grosso do Sul, Rose Modesto, que é uma das pré-candidatas a deputada federal do partido, explicou que a legenda resolveu definir logo quantos pré-candidatos lançará para as eleições para adiantar os processos.

“O União Brasil decidiu trabalhar para indicar quase a metade dos candidatos que vão compor a chapa federal e estadual. Estamos organizando e preparando nosso time para isso: fazer de dois a três federais e, pelo menos, uns seis estaduais”, projetou.

A ex-deputada federal é o principal nome do União Brasil para a Câmara dos Deputados e deve ser uma das campeãs de votos, a exemplo das eleições de 2018, quando foi eleita com mais de 120 mil votos pelo PSDB.

Rose Modesto também foi uma das mais votadas em 2008, quando foi reeleita para vereadora de Campo Grande, com 10.813 votos. Essa força eleitoral tornou Rose Modesto uma das principais esperanças da Federação União Progressista para ser eleita e puxar entre um e dois candidatos.

DISTRIBUIÇÃO

Pela legislação eleitoral, cada partido ou federação pode registrar candidatos no total de até 100% do número de lugares a preencher mais um. No caso da Alems, isso significa que cada chapa pode ter até 25 nomes, enquanto para a Câmara dos Deputados cada chapa pode ter 9 nomes.

Outro limite obrigatório é a cota de gênero, em que cada partido precisa preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada gênero. 

A chapa que não respeitar essa proporção, ou que utilizar candidaturas fictícias para fraudar a cota, corre o risco de ter toda a lista cassada pela Justiça Eleitoral, anulando os votos de todos os candidatos, inclusive os eleitos.

Para superar o desafio de chapa nas eleições majoritárias, partidos têm encontrado nas federações uma alternativa que viabiliza a presença no pleito. 

As federações partidárias foram criadas por meio da Lei nº 14.208/2021, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) validou, por maioria de votos, a lei que criou o dispositivo após o PTB questionar a constitucionalidade.

A federação funciona, na prática, como um único partido político perante a Justiça Eleitoral e ao Parlamento, e, após constituída e registrada, a federação atua como uma só entidade em todas as esferas, contudo, preserva a identidade e autonomia interna das legendas que a compõem.

Com relação à fidelidade partidária, a federação tem de seguir todas as normas de fidelidade do partido, portanto, o detentor de cargo eletivo que se desfiliar de um partido integrante da federação sem justa causa perderá o mandato.

Morte

Ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad morre em bombardeio a Teerã, confirma agência estatal

Segundo a publicação, os bombardeios atingiram a residência do ex-mandatário

01/03/2026 18h00

Ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad

Ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad Foto: Reprodução

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O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad morreu após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel que atingiram a capital do Irã. A informação foi confirmada pela agência estatal iraniana ILNA, que relatou que as ações ocorreram na região de Narmak, na zona leste de Teerã.

Segundo a publicação, os bombardeios atingiram a residência do ex-mandatário, que integrava o Conselho de Discernimento, resultando também na morte de seus guarda-costas.

O ataque à residência do político conservador ocorreu durante a ofensiva denominada "Fúria Épica" pelas forças norte-americanas, iniciada no último sábado.

A notícia da morte de três seguranças vinculados a Ahmadinejad já havia circulado nessa data, coincidindo com o primeiro dia de ataques coordenados contra a República Islâmica.

Neste domingo, Israel afirmou ter como alvo o "coração de Teerã", intensificando as operações na capital.

O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad governou o Irã entre 2005 e 2013, período marcado por uma postura fortemente antiocidental e críticas severas a Israel e aos Estados Unidos.

Seu mandato também ficou conhecido pela repressão violenta aos protestos após sua reeleição em 2009 e pelas tensões globais em torno do programa nuclear iraniano.

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"Missão"

Após carta de Bolsonaro, Pollon confirma pré-candidatura ao Senado

Em meio a anotações de que teria se "vendido", Pollon disse que pré-candidatura é uma missão e não um projeto de ego

01/03/2026 14h45

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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Após a divulgação de uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL), ele mesmo confirmou publicamente sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. Em nota publicada nas redes sociais, afirmou receber a manifestação do presidente “com honra, surpresa e profunda responsabilidade”.

“Coloco-me, portanto, como pré-candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, por determinação do meu presidente Jair Bolsonaro, com a mesma determinação que sempre tive”, declarou.

A carta foi divulgada neste sábado (28) pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou ter feito a publicação a pedido do ex-presidente, após encontrá-lo.

No texto manuscrito, Bolsonaro escreve: “Pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon”.

Em sua postagem, Michelle afirmou: “A pedido dele, faço esta postagem sobre os últimos acontecimentos. Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, [Naiane Bittencourt] é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores. O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul”.

Na nota, Pollon reforçou alinhamento ao ex-presidente e ao grupo político. Segundo ele, sua decisão não está vinculada a interesses pessoais.

“Sempre afirmei que seria pré-candidato àquilo que Jair Bolsonaro determinasse, porque pré-candidatura não é projeto de ego, é missão. Ela nasce de um propósito coletivo, de um projeto maior de Brasil, de um grupo que decidiu enfrentar o sistema, resgatar valores e reconstruir o país depois de anos de desgoverno e ataques à nossa liberdade”, explicou.

O deputado também afirmou que a eventual candidatura ao Senado tem como objetivo fortalecer a atuação da Casa.

“Não se trata apenas de uma pré-candidatura ao Senado. Trata-se de fortalecer uma Casa que precisa ter coragem para enfrentar abusos, defender a liberdade e proteger o povo brasileiro. Disse desde o início que qualquer definição sobre meu futuro político passaria pela orientação do nosso líder. Porque mandato não é vaidade. Mandato é responsabilidade. E responsabilidade se exerce com lealdade”, completou.

Pollon ainda agradeceu publicamente ao ex-presidente pela confiança demonstrada.

“Gostaria muito de poder abraçar pessoalmente o presidente neste momento e agradecer pela confiança que sempre demonstrou ao longo da nossa caminhada. Ainda não me foi permitido visitá-lo, mas sigo firme, com a fé inabalável de que a verdade sempre prevalece”, ressaltou.

R$ 15 milhões

A confirmação da pré-candidatura ocorre em meio à repercussão de anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo rascunho obtido pela Folha de S.Paulo, feito durante reunião nesta semana, ao lado do nome de Pollon estaria escrito à caneta: “Pollon (pediu 15 mi p/ não ser candidato)”.

O documento listaria cenários eleitorais e possíveis candidatos do partido em todos os estados. Ao comentar o caso, Pollon negou a informação e reagiu com ironia.

“Não consigo parar de rir. Desde que eu fiquei sabendo disso eu achei tão absurdo que não consigo nem responder. O conteúdo é totalmente irreal”, disse nas redes sociais.

Histórico 

Ao reafirmar apoio ao ex-presidente, Pollon disse que "gratidão é algo que não prescreve." 

“Gratidão não prescreve. Foi Jair Bolsonaro quem abriu caminho para que muitos de nós chegássemos até aqui. Foi ele quem confiou, quem acreditou e quem deu voz às pautas que sempre defendemos. Meu compromisso sempre foi com esse projeto de Brasil e com as pessoas que confiaram em nós."

No fim de janeiro, o Correio do Estado já havia noticiado a movimentação de grupos da direita em Mato Grosso do Sul, indicando tendência de “voto casado” na disputa ao Senado. Nesse cenário, os nomes mais cotados seriam o de Capitão Contar (PL) e o próprio Pollon, apontados como representantes da ala mais ideológica do partido no Estado.

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