Política

Mato Grosso do Sul

Vander assume grupo para coordenar campanha do PT nas eleições de 2024

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) funcionará como uma instância de suporte à executiva estadual da sigla no próximo pleito

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Buscando recuperar o espaço político perdido em Mato Grosso do Sul, o PT está adiantando várias etapas para as eleições municipais do próximo ano, como a escolha da candidatura do partido para disputar a prefeitura da capital do Estado, no mês passado, e a definição da coordenação da campanha da legenda para o próximo pleito, na última semana.

Se a deputada federal Camila Jara é a candidata do PT para disputar o cargo de prefeita de Campo Grande, coube ao deputado federal Vander Loubet, coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, tomar posse na coordenação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido no Estado para as eleições do próximo ano.

“Vamos trabalhar para que o nosso partido esteja organizado de forma democrática e preparado para apresentar bons projetos para a população da maioria dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul”, declarou ao Correio do Estado.

Vander Loubet explicou que o GTE é uma instância de suporte à direção da executiva do PT em Mato Grosso do Sul. “Então, o nosso objetivo vai ser usar nossa experiência e conhecimento para contribuir com o partido na construção dos projetos municipais para 2024”, avisou.

Questionado pela reportagem se o partido já teria definido o número de candidatos a prefeito e a vereador para as eleições municipais do próximo ano, o deputado federal adiantou que essa questão começará a ser trabalhada agora, com a criação do GTE.

“Não temos ainda definidos os números de candidatos a prefeito ou a vereador. Esse trabalho nós vamos iniciar agora, com um mapeamento de Mato Grosso do Sul. Primeiramente, vamos por etapas, e o primeiro passo será nos debruçar sobre a situação do PT nos cinco maiores municípios: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã”, argumentou, lembrando que na Capital o partido já tem o nome da colega de Câmara dos Deputados Camila Jara.

DEMAIS CIDADES

Depois, de acordo com o coordenador do GTE do PT, será analisada a situação dos outros 10 maiores municípios sul-mato-grossenses e, por fim, as demais 64 cidades. “Queremos avaliar onde há potencial de candidatura própria e onde há pretensão de aliança, onde temos chapa competitiva de vereadores, essas questões”, revelou.

Vander Loubet adiantou que, nos municípios onde a direção partidária trabalha com intenção de aliança, o GTE do PT vai buscar antecipar o diálogo com os demais partidos para buscar essa construção.

“Eu vejo o PT em um bom momento. Na verdade, estamos em uma situação melhor que aquela que prevíamos há dois ou três anos”, argumentou.

Ele assegurou que o PT acabou de fazer uma reestruturação nos diretórios municipais de Mato Grosso do Sul, com a realização dos processos de eleições diretas (PEDs).

“Agora estamos trabalhando para oxigenar o partido, com novas filiações e lideranças, o que é uma determinação da executiva nacional do partido, que entende que há necessidade de um rejuvenescimento na legenda”, pontuou.

Para encerrar, o parlamentar petista disse ao Correio do Estado que, por tudo isso, acredita que o PT tem um bom potencial para as eleições municipais do próximo ano.

“Acredito que vai ser mais uma etapa nesse nosso processo de recuperação junto à população, depois de todo o massacre que passamos desde o impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff”, recordou.

Vander Loubet ressaltou que, além disso, o pleito de 2024 será um momento importante para o PT dentro do processo de construção da reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esse fortalecimento do PT e de aliados nos municípios é fundamental dentro de todo esse processo”, finalizou.

IPR/Correio do Estado

Em MS, Flávio Bolsonaro tem 40,82% e Lula, 31,63%, indica pesquisa

Distância entre candidato do PL e petista é a menor do ano na série de levantamentos em Mato Grosso do Sul

21/09/2026 21h13

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

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Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantém na liderança da disputa para a presidência dentro do território sul-mato-grossense, com 40,82% das intenções de voto. Na segunda posição em Mato Grosso do Sul aparece o presidente da República, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31,63% das intenções de voto. 

No comparativo com a pesquisa anterior, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro melhoraram o desempenho. Na rodada do mês de agosto, Flávio Bolsonaro aparecia com 39,29% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 29,72%.

A distância entre os dois é a menor da série que começou no mês de março. No primeiro levantamento, a diferença era de 14,29 pontos porcentuais. Em agosto, a distância caiu para 9,57 pontos porcentuais e agora é de 9,19 pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com 784 entrevistas, e registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. As entrevistas foram feitas em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. 

No levantamento, Augusto Cury (Avante) aparece com 3,95%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,57% das intenções; Renan Santos (Missão), 2,55%; Romeu Zema (Novo), 0,64%; Wilson Grassi (Democrata), 0,51%; Cariana Barão (DC), 0,38%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,26%; Samara (UP), 0,26%; Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. 
Brancos e nulos são 3,83% e indecisos somam 11,61%. 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Espontânea

Na pesquisa espontânea, a maioria está indecisa, 42,73%. Flávio Bolsonaro tem 27,93% das menções espontâneas, enquanto Lula tem 23,98%. Cury (1,66%), Renan Santos (1,15%), Ronaldo Caiado (0,51%), Zema (0,38) e Samara (0,13%) completam a lista. Os brancos e nulos são 1,54% nesta modalidade. 

Rejeição

O mais rejeitado é o presidente Lula, com 41,58% das menções. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 31,51%. Os que não rejeitam ninguém somam 14,92% dos entrevistados e os que rejeitam todos, 5,87%. Todos os outros candidatos pontuaram com menos de 1% no quesito rejeição, sendo indecisos 2,93% e brancos e nulos, 1,28%.

Repercussão Nacional

Presidente do União Brasil aparece de cueca em vídeo e é acusado de agressão

Gravações feitas em quarto de hotel mostram Antônio Rueda durante discussão com influenciadora, que relata violência psicológica e suposta agressão.

21/09/2026 20h17

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Foto: Rede Social.

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O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, aparece de cueca em uma série de vídeos gravados dentro de um quarto de hotel em São Paulo que ganharam repercussão neste domingo (21). Nas imagens, uma mulher identificada como a influenciadora Luana Dellevedove acusa o dirigente partidário de agressão e relata que estaria sofrendo violência psicológica havia mais de um ano.

As gravações teriam sido feitas em junho deste ano e mostram momentos de tensão entre os dois. Rueda aparece inicialmente apenas de roupa íntima e, ao longo do material, veste as roupas enquanto tenta deixar o quarto. Em determinado momento, Luana o segura e ele retorna ao dormitório.

Durante a gravação, a influenciadora aponta manchas avermelhadas em um lençol e afirma que seriam de sangue. Ela associa as marcas a uma suposta agressão e continua fazendo acusações contra o presidente nacional do União Brasil.

As imagens, entretanto, não mostram o que teria ocorrido antes do início da gravação e, por si só, não permitem confirmar que Rueda tenha agredido a mulher. Não há, nas informações divulgadas até o momento, comprovação independente das acusações apresentadas durante os vídeos.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Antônio Rueda aparece em trecho de vídeo gravado dentro de um quarto de hotel em São Paulo: Foto: DCM.

Supostas traições são mencionadas no vídeo

A discussão também envolve a vida pessoal do dirigente partidário. Durante a gravação, Luana acusa Rueda de manter relações extraconjugais e afirma que ele estaria "traindo a mulher e traindo a amante". Rueda é casado com Flor Rueda.

Em outro momento do material, Luana afirma que estaria enfrentando havia mais de um ano uma situação de violência psicológica atribuída ao dirigente. Ao final de uma das gravações, também demonstra preocupação com o que poderia acontecer com sua família após a exposição do episódio.

Mulher posteriormente diz que vídeos seriam "montagem"

O caso ganhou uma versão contraditória antes mesmo de alcançar maior repercussão. Após ter acesso às gravações que seriam divulgadas, Luana contestou as informações relacionadas ao episódio e afirmou que os vídeos seriam uma "montagem".

A declaração contrasta com o conteúdo atribuído às próprias gravações, nas quais uma mulher identificada como Luana aparece fazendo as acusações contra Rueda.

O material apresenta cortes, o que impede estabelecer apenas pelos trechos divulgados toda a sequência de acontecimentos dentro do quarto.

Os quatro vídeos foram divulgados inicialmente pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) e, posteriormente, o conteúdo passou a circular nas redes sociais e foi repercutido por outros veículos de comunicação.

Rueda foi procurado sobre o episódio

Antes da publicação original das gravações, Antônio Rueda foi procurado pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) para comentar as acusações.

O dirigente informou que estava em um avião e pediu que os questionamentos fossem encaminhados por escrito. Segundo o veículo responsável pela divulgação inicial, as perguntas foram enviadas, mas não houve nova resposta até a publicação.

Até o momento, não há manifestação pública de Rueda apresentada nas fontes consultadas que esclareça especificamente as acusações feitas durante as gravações.

Além de comandar nacionalmente o União Brasil, Antônio Rueda é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O episódio, portanto, ganha repercussão em pleno período eleitoral.

No cenário eleitoral, Rueda mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Apesar de o União Brasil ter declarado neutralidade no primeiro turno, o dirigente vinha sendo apontado como um dos articuladores de uma ala da legenda favorável à candidatura do senador.

Nesta segunda-feira (21), a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, após o primeiro turno, uma reunião para rediscutir a neutralidade na disputa presidencial.

 

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