Política

parceria em risco

Zeca diz que Riedel trata PT como 'resto de festa' e promete oposição 'dura, árdua e crítica'

Ex-governador, que apoiou candidatura do governo do PSDB acha que o eleito tem sido indiferente com petistas

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Ex-governador de Mato Grosso do Sul (1999-2006), José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, acha que seu partido deve impor na Assembleia Legislativa uma oposição "dura, árdua, uma fiscalização crítica" contra Eduardo Riedel, governador eleito pelo PSDB.

A bronca de Zeca, que foi eleito deputado estadual, tem a ver com a falta de espaço, ao menos por enquanto, do PT no governo do PSDB, que completou na tarde desta terça-feira (27) seu secretariado. 

Restou apenas uma pasta, a Secretaria de Assistência Social, cujo nome dá ou do secretário deve ser anunciado somente em fevereiro.

Num áudio distribuído por sua assessoria de imprensa, Zeca disse que quem está "negociando pessoalmente" se o PT vai, ou não, participar do governo do PSDB, é o deputado federal reeleito Vander Loubet, que é seu sobrinho.

O agora eleito deputado estadual diz que o PT apoiou Riedel no segundo turno por entender que era a "melhor candidatura" e a aliança foi fundamental para a vitória do tucano.

Contudo, Zeca logo reclama pela falta de atenção por parte dp governador eleito. Ele disse ter "ficado sabendo" que, até agora, Riedel prometeu ao partido subsecretarias sem "nenhuma autonomia financeira". 

Zeca disse ainda que, além  de ofertar cargos de pouca expressão, o governador eleito ainda estaria exigindo que ele mesmo indicasse os nomes dos eventuais nomeados em sua gestão.

"Sou absolutamente contra esse desprezo, essa indiferença", afirmou Zeca que acrescentou achar que Eduardo Riedel estaria tratando o PT como "resto de festa". 

O ex-governador disse também ter apoiado o eleito Riedel por entender que o rival dele, o qual chamou de capitão "chefe de cozinheiro", era a pior opção. Riedel venceu no segundo turno o capitão Contar, candidato do PRTB.

Dado a este cenário enxergado por Zeca, ele acredita que, assim que tiver início os trabalhos no legislativo estadual, em fevereiro, o PT deve atuar de maneira independente e exercer contra a gestão de Riedel uma fiscalização "dura, árdua e crítica".

"Os erros com certeza vão acontecer. Riedel é diferente de Reinaldo Azambuja [atual governador, também do PSDB]. Ele é arrogante, como é a elite deste Estado", afirmou Zeca do PT.

Internacional

Governo Trump pede e Brasil rejeita receber presos deportados de outros países

A proposta faz parte da negociação de um acordo na área de cooperação contra crime organizado

13/03/2026 19h00

Lula e Trump

Lula e Trump Ricardo Stuckert/Presidência da República

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O governo Donald Trump pediu e o governo Luiz Inácio Lula da Silva recusou que o Brasil recebesse presos de outras nacionalidades deportados dos Estados Unidos.

A proposta faz parte da negociação de um acordo na área de cooperação contra crime organizado, que poderia ser assinado na futura visita de Lula a Washington.

O pedido americano consta em documento mais amplo enviado ao Brasil e revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. O teor foi confirmado pelo Estadão. A cooperação seria similar ao que Trump conseguiu com o governo de Nayib Bukele, de El Salvador, no presídio Cecot.

O governo brasileiro rechaçou com clareza essa possibilidade. A diplomacia brasileira já comunicou às autoridades americanas que as leis nacionais não permitem uma parceria do tipo.

O Brasil somente vai receber, segundo autoridades do Itamaraty e do Palácio do Planalto, deportados brasileiros, tenham ou não antecedentes criminais.

A questão ganhou foco no início do segundo mandato de Trump, quando ele intensificou operações da polícia migratória e os voos de deportação.

O acordo na área do crime organizado e cooperação jurídica é um dos principais em negociação para a visita de Lula a Trump, na Casa Branca, ainda sem data para ocorrer. Outro tema é um acordo para explorar minerais críticos.

Nos últimos dias, porém, houve uma série de desgastes e ações hostis entre os governos. Lula fez críticas a Trump pela guerra no Irã e revogou o visto de um enviado diplomático dos EUA que se reuniria com o ex-presidente Jair Bolsonaro na cadeia. Trump, por sua vez, incluiu o Brasil numa nova frente de investigação sobre práticas comerciais e concorrência da Seção 301, que poderia embasar tarifas.

Para integrantes do governo, a decisão no âmbito comercial não foi exatamente voltada contra o Brasil, por incluir 59 países e a União Europeia. A investigação relacionada ao trabalho forçado prevê espaços para que o governo e o setor privado se manifestem, e a ordem no Palácio do Planalto é aguardar.

Além disso, os EUA indicaram na negociação entre as burocracias dos dois países que o Brasil adote um plano de combate para acabar com facções criminosas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além da organização radical xiita libanesa Hezbollah, presente na tríplice fronteira, e grupos de origem chinesa ligados a atividades ilícitas.

O governo Trump também solicitou a troca de informações biométricas sobre migrantes em busca de asilo e refugiados. Conter o fluxo de imigração é uma prioridade política de Trump.

Sobre esses dois pontos, integrantes do governo Lula dizem que há espaço para cooperação contra o crime organizado e imigração, desde que não entre em conflito com a legislação brasileira. É o caso da Lei Geral de Proteção de Dados e da Lei Antiterrorismo.

O governo brasileiro é contra a classificação unilateral que os EUA se preparam para fazer do PCC e do CV como grupos terroristas. Embora manifeste discordância, a diplomacia brasileira sabe que a designação pode ser adotada à revelia pelo governo Trump.

O Palácio do Planalto entende que Trump pode legitimar intervenções militares com base na designação, embora a lei americana não o dê tal respaldo.

A proposta americana foi uma resposta enviada ao Brasil, após Lula entregar a Trump pessoalmente, em outubro do ano passado, uma sugestão de parceria na área criminal, com foco em ativos financeiros, como criptomoedas, e grupos operam no País, mas estão em solo americano e mantêm recursos por lá. A contraproposta não encerrou as negociações.

Outra frente era o tráfico de armas, por causa do fluxo de contrabando de origem americana para o Brasil.

Segundo autoridades brasileiras, as negociações envolvem a Receita Federal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal e o Itamaraty.

STF

Moraes manda prender sete kids pretos condenados pela trama golpista

Prisões foram determinadas após o fim do processo

13/03/2026 16h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete kids pretos que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

No grupo, há seis militares e um agente da Polícia Federal. Eles fazem parte do Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado e foram denunciados por planejar ações táticas para sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

As prisões foram determinadas após o fim do processo e da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo negou os últimos recursos apresentados pelos réus. Nesta semana, o acórdão do julgamento foi publicado, e o ministro determinou a execução das penas.

Confira as penas dos réus:

  1. Hélio Ferreira Lima - tenente-coronel: 24 anos de prisão;
  2. Rafael Martins de Oliveira - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  3. Rodrigo Bezerra de Azevedo - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  4. Wladimir Matos Soares - policial federal: 21 anos de prisão;
  5. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - tenente-coronel: 17 anos de prisão;
  6. Bernardo Romão Correa Netto - coronel: 17 anos de prisão;
  7. Fabrício Moreira de Bastos - coronel: 16 anos de prisão.

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