Cidades

ENEM 2020

No Enem da pandemia, prova começa com aglomeração do lado de fora

Mesmo com marcação no chão participantes tumultuaram na hora de entrar para a prova

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Hoje os portões para o Exame Nacional do Ensino Médio abriram as 10h30 para a primeira fase da prova que é porta de entrada para universidades. Ao contrário de outros anos, o tumulto foi menor dessa vez, o motivo: a covid-19.

No ano da pandemia, onde o uso de máscara é obrigatório e o distanciamento fundamental, muitos se dirigiam ao local com máscara no queixo ou na mão. Na entrada, o sinal no chão que com a marcação do espaço que deveria ter entre um e outro foi ignorado e mesmo com menos pessoas do que em anos anteriores, houve aglomeração.

Dona Rosalina tem 57 anos e vai fazer o exame este ano, a servidora pública disse que depois de encaminhar todos os filhos, chegou sua vez de entrar em uma universidade. “Primeiro eu dei a oportunidade para os meus filhos que já são e com filhos. Agora, que todos já estão grandes eu decidi me preparar para fazer esse Enem. A minha neta me deu a maior força com redação e agora é a minha vez de fazer o Exame", afirma Rosalina

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A pandemia foi mais uma das preocupações dos estudantes, e para essa edição, algumas regras de biossegurança foram adicionadas ao edital. A mais importantes delas é o uso obrigatório de máscara. Aqueles que não levaram a máscara foram proibidos de fazer a prova. Dona Rosalina se preparou com além da máscara também o álcool em gel. 

“Eu acho que temos que nos preocupar mesmo em nos cuidar”, afirma a servidora pública que busca uma vaga no curso de serviço social.

Em 2021 algumas faculdades não aceitarão o Enem como forma de ingresso, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SISU). A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) é uma delas.

O Luiz Fernando, 20, vai fazer a prova pela quarta vez e vai usar a nota para conseguir entrar em uma universidade privada, já que o exame não vale mais para a universidade federal do estado. “Muitos alunos entram mais pelo Enem, sempre foi assim. O Enem sempre foi uma prova que abrange tudo. Ou você consegue uma bolsa em uma universidade privada com a nota, ou você entra em uma pública, mas agora eles limitaram isso”.

Luiz coloca ainda a dificuldade para os aqueles alunos que precisam dividir o tempo com o trabalho e com os estudos. “É muita coisa para o pouco tempo que as pessoas têm hoje em dia. Muitos alunos trabalham e estudam ao mesmo tempo. Eu acho que eles não pensaram nos estudantes quando tomaram essa decisão”, pondera o estudante.

Nesse primeiro dia de exame, a prova termina às 18h. O tempo é curto e precisa de atenção. Por isso alunos se preparam para além do conteúdo também o tempo. Mas, neste ano atípico muitos alunos não conseguiram se preparar como deveriam. É o caso do Thiago Marin, 18, que quer cursar Educação Física.

Aluno da rede pública ele expõe as dificuldades das aulas on-line durante a pandemia. “Foi bem difícil se preparar esse ano por causa da falta de aula, mas quem quer estudar dá um jeito. Na minha escola o ensino foi bem relaxado. Independente se você aprendesse ou não os alunos teriam a nota, então muitos nem estudaram”, afirma o Thiago.

CAMPO GRANDE

Batalhão do Choque apreende adolescente que atirou para o alto em chá revelação

O jovem de 15 anos foi detido enquanto traficava cocaína e maconha no bairro Itamacará

16/03/2026 18h45

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Um adolescente de 15 anos foi preso na madrugada desta segunda-feira (16), pelo Batalhão de Polícia Militar do Choque. O rapaz foi detido durante uma abordagem de tráfico de drogas, no Bairro Itamaracá, quando entregava cocaína e maconha para uma mulher, de 26 anos. No domingo, dia 8, durante o chá revelação da sua filha, o rapaz comemora com disparos de arma de fogo para o alto.

Durante a abordagem, a "esposa" do adolescente chegou ao local onde ele estava sendo preso e questionou as autoridades sobre o que estava ocorrendo. Neste momento, os militares reconheceram a mulher do vídeo e prenderam o jovem também pelo crime de pelo disparo de arma de fogo em lugar habitado. 

"Tanta forma de se revelar, de se comemorar o sexo de uma criança, de um filho, esse cidadão, esse adolescente, ele parte para o crime, onde que ele pode nem assistir a chegada do filho dele, preso aí, vai pagar pelo seu crime, pelo crime de tráfico de droga, vai pagar pelo seu crime de disparo em via pública, disparo de arma de fogo", disse o comandante Rocha. 

Na casa da mulher que recebia as drogas, os militares encontraram mais entorpecentes. Ela confessou que os entorpecentes seriam de alguém de dentro do presídio, e que sua função era guardar os pacotes. 

Durante a entrevista dos policiais com a esposa do rapaz, ela indicou onde estaria uma arma de fogo, possivelmente a que foi usada durante a revelação do sexo do bebê. O comandante Rocha não confirmou se é a mesma e esta ainda passará pela perícia.

De acordo com o comandante do Choque, além desses delitos, o adolescente tem uma ocorrência de ameaça. A mulher do adolescente, que está grávida e é maior de idade, não foi presa, ela apenas foi conduzida como testemunha para a delegacia. 

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dourados

Ladrão que obrigou vítima a ficar nua durante roubo é denunciado por estupro

Promotor afirma que caso configura estupro mesmo sem conjunção carnal pois o criminoso amarrou e deixou vítima nua enquanto a observava com "lascívia"

16/03/2026 17h30

Denúncia foi oferecido pelo Ministério Público de Dourados

Denúncia foi oferecido pelo Ministério Público de Dourados Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do promotor de Justiça João Linhares,ofereceu denúncia por estupro contra um homem que exigiu que uma vítima de roubo ficasse nua enquanto ele subtraia pertences da residência da vítima, em Dourados. 

Conforme a denúncia, na época dos fatos, a vítima trabalha como garota de programa e esperava um cliente, quando o criminoso invadiu a casa, e anunciou o roubo gritando: “cala a boca, você lembra de mim”.

Na sequência, com um simulacro de arma de fogo e mediante ameaça, ele restringiu a liberdade da vítima, amarrando os braços e a boca, enquanto passou a roubar os itens pessoais da vítima.

Foram subtraídos roubou dois aparelhos celulares , uma mochila, um notebook, itens avaliados em cerca de de R$ 10 mil, e R$ 500 em dinheiro.

Depois, ele determinou que a mulher retirasse todas as roupas e permanecesse completamente nua, sob sua vigilância, enquanto apontava um telefone celular, aparentemente filmando ou tirando foto da mulher.

Após cerca de 40 minutos, ele deixou a casa, levando a chave e deixando a vítima amarrada e nua.

Posteriormente, a mulher conseguiu da residência, pulando pela janela, e foi até uma Delegacia de Polícia Civil, onde denunciou o caso e informou as características do criminosos. 

Em depoimento, a mulher relatou recordar-se de já ter atendido o criminoso em ocasião anterior, ocasião em que informou que não mais o atenderia. Segundo o promotor José Linhares, tal forma de humilhada "impõe reconhecimento de plausível intuito de retaliação, transcendendo, novamente, o mero emprego de violência ou grave ameaça inerente ao roubo".

Em diligências, os policiais identificaram e encontraram e prenderam o suspeito na residência dele, onde também foram localizados os bens roubados da vítima e o simulacro de arma de fogo.

Na denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação do criminoso pelos crimes de estupor e roubo, com concurso material.

Além disso, também é pedida reparação dos danos patrimoniais e morais causados pelo denunciado à vítima, no valor de R$ 15 mil.

Estupro

Conforme o MPMS, o “denunciado praticou ato libidinoso diverso da conjunção carnal, mediante violência, com objetivo de satisfazer a própria lascívia”.

"Cumpre registrar, ainda, que a determinação imposta pelo denunciado para que a vítima retirasse suas roupas e permanecesse completamente nua no interior da residência, além de apontar o celular contra ela e vislumbrá-la desnuda, contemplando-a lascivamente revela o crime contra a dignidade sexual", diz a denúncia.

O promotor de Justiça José Linhares explica porque o crime foi tipificado como estupro, mesmo sem a conjunção carnal.

"Importante consignar que o crime de estupro tipificado no art. 213, caput, do Código Penal estabelece que o crime se configura quando a vítima é constrangida, mediante  violência ou grave ameaça, a manter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ela se pratique 'outro ato libidinoso'", disse.

O promotor acrescenta que a ordem jurídica não tem um conceito hermético e objetivo do que seja ato libidinoso, sendo amplo, aberto, semanticamente vago, e que precisa ser definido pelo Judiciário.

"Alguns conceitos se modificam conforme a alteração da pauta moral e da evolução social, como, por exemplo, 'ato obsceno', que antigamente abarcava um beijo lascivo ou o uso de roupas curtas por mulheres - e atualmente ninguém mais cogita sobre isso, pois está totalmente ultrapassado e superado, evidentemente. Parece ser o caso da evolução do conceito de ato libidinoso diverso da conjunção carnal para maior proteção da dignidade sexual em face dos novos meios em que o estupro pode ser empreendido", explica o promotor.

Assim, José Linhares afirma que, no caso denunciado, o criminoso incorre no crime de estupro, pois ao obrigar, mediante violência ou grave ameaça, a vítima a despir-se totalmente, fazendo-a permanecer nua e a desfilar, enquanto a contemplava lascivamente, incorre no crime de estupro.

Isto porque, segundo ele, a importunação sexual não cabe quando há violência ou grave ameaça, e que a doutrina do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem entendido que o estupro pode se caracterizaar quando há contemplação lasciva, mediante atos de violência ou grave ameaça à vítima.

O promotor cita um caso em que o ministro Joel Ilan Paciornik, em seu voto, disse que o contato físico éirrelevante para a caracterização do delito. 

O ministro destacou que “a maior parte da doutrina penalista pátria orienta no sentido de que a contemplação lasciva configura o ato libidinoso constitutivo dos tipos dos artigos 213 e 217-A do Código Penal, sendo irrelevante, para a consumação dos delitos, que haja contato físico entre ofensor e ofendido”.

"Portanto, em face das excepcionais circunstâncias apuradas até agora nos autos, reputei cabível que a imputação fosse de estupro, conquanto o tema seja polêmico e bastante complexo", concluiu o promotor.

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