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IPv6: internet passa por uma grande e fundamental mudança hoje

IPv6: internet passa por uma grande e fundamental mudança hoje

terra

06/06/2012 - 13h30
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Este dia 6 de junho provavelmente será lembrado como aquele em que a internet viveu seu próprio Big-Bang e poucos ficaram sabendo. É que a adoção definitiva do protocolo IPv6, agendada para hoje, é uma mudança que, apesar de modificar profundamente o mapa da internet, se produzirá em uma parte, digamos, "invisível" das máquinas e da própria rede. Algo parecido a quando se instala um programa: não vemos os novos componentes, mas notamos imediatamente as novas funções uma vez completada a atualização. Hoje, a partir das 0h01GMT (21h01 de Brasília), o atual número de 4 bilhões de IPs (cada um corresponde ao lugar ocupado por um dispositivo conectado na grande rede) se expandirá para milhões de milhões. Mais especificamente, passará a 340 sextilhões de endereços (340 seguido de 36 zeros). Por isso, a comparação com uma explosão - o Big-Bang.

A medida é tomada em virtude do esgotamento dessas conexões, e como resposta ao tsunami de computadores, tablets, telefones, televisões e demais máquinas ou sistemas (como eletrodomésticos, carros, edifícios e robôs) que já estão ou passarão a estar online de maneira permanente em um futuro muito próximo.

O sistema que usamos até hoje é denominado IPv4 (versão 4 do protocolo), criado nos anos 70 do século passado e oficialmente esgotado em 3 de fevereiro de 2011, quando a Icann (a instituição global que outorga esses endereços) informou que havia concedido os últimos cinco lotes da reserva de endereços IP com que contava para identificar os dispositivos na rede. Entretanto, o novo protocolo não substitui automaticamente o anterior. Haverá um período em que ambos coexistirão e se estima que a transição completa levará alguns anos.

Contra a crença generalizada de que toda inovação traz mais velocidade, neste caso é provável que o usuário experimente alguns atrasos na entrega de dados, ainda que nada muito grave nem duradouro, segundo especialistas. "A maior parte dos usuários não deverá perceber nada", disse Leo Vegoda, da Icaan. "Mantemos nossa promessa de uma transição sem tropeços para o IPv6", disse Jason Livingood, vice-presidente de sistemas de internet da Comcast, um dos maiores provedores dos Estados Unidos, de acordo com a agência France Presse.

O World IPv6 Launch (Lançamento mundial do IPv6) é uma iniciativa da Internet Society. O IPv6, a partir de agora, deverá ser o padrão do mercado. "Percebemos a adesão ao IPv6 como fundamental para o bom fluxo de desenvolvimento da internet. Os endereços livres no IPv4 estão acabando e pode ocorrer uma situação crítica sem um esforço coletivo para a implementação definitiva da versão 6 do protocolo IP", afirma Juliano Primavesi, Diretor da KingHost, uma das organizações líderes em hospedagem web.

No Brasil, o NIC.br tem coordenado os esforços de implantação do IPv6 desde 2008. Em junho do ano passado, houve um teste global do uso do novo protocolo, o World IPv6 Day. Durante 24h, empresas da internet como Google, Facebook, Yahoo, Terra e UOL ativaram o novo protocolo em seus sites, com o objetivo de detectar possível problemas, no que foi o maior e mais importante teste de funcionamento do IPv6.

Um novo teste ocorreu durante a Campus Party Brasil, entre 6 e 12 de fevereiro deste ano, em São Paulo. A "Semana IPv6" teve apoio da Internet Society e do Registro Regional de IPs da América Latina e Caribe (LACNIC). Segundo o NIC.br, durante o eveto 196 sites, 21 provedores de acesso, e nove datacenters e provedores de hospedagem ativaram o IPv6 num grande teste regional. Como no World IPv6 Day, o teste também foi bem sucedido e muitos provedores decidiram manter o novo protocolo ativo. Foi o caso, por exemplo, do Terra, do UOL, e da Globo.

Agora, não é mais hora de testes, e sim de trazer o IPv6 para dentro dos processos normais de negócios das empresas e ativá-lo de forma definitiva. Dentre as empresas que se comprometeram com o lançamento mundial do IPv6 estão provedores de conteúdo, como Google, Facebook e Yahoo, provedores de acesso, como Comcast e AT&T, dos Estados Unidos, Free, da França, e fabricantes de equipamentos de redes, como Cisco e D-Link.

A Sociedade da Internet no Brasil, entidade que representa a Internet Society no país, fará umá uma série de palestras para explicar a importância do IPv6. "Temos eventos confirmados em São Paulo, Salvador, Fortaleza e Jundiaí. As atividades não se encerram nesse dia, os materiais sobre a disseminação do IPv6 continuarão disponíveis para que outros eventos sejam organizados nos próximos meses", informa Carlos Afonso, presidente da entidade. Mais informações sobre a iniciativa e os locais das palestras podem ser obtidas no site oficial World IPv6 Launch.org e no site da da Sociedade da Internet no Brasil.

Números
As grandes companhias de internet (como Google e Facebook, por exemplo), ou fabricantes (como a Cisco) animam as empresas e usuários particulares a fazer a transição, afirmando que isso tornará mais eficaz a comunicação entre os diferentes aparelhos de uma rede doméstica ou profissional. A Cisco distribuiu, no último dia de maio, uma projeção que dá uma ideia do que vem por aí. O estudo sugere que em 2016 haverá 8 bilhões de dispositivos fixos e móveis com capacidade IPv6 no mundo. Em 2011 esse número era de 1 bilhão. No estudo, ainda, vê-se que até 2016 a quantidade de pessoas conectadas à internet chegará a 45% da população mundial, chegando a quadruplicar o tamanho que a rede tem hoje.

Entre as razões de tal aumento (que em nível global significará 1,3 zetabytes ou mais de um bilhão de Gb por ano) estão o incremento de dispositivos (em 2016 havera quase 19 bilhões de conexões de rede contra os 10.300 bilhões em 2011), mais usuários de internet (3,4 bilhões), maior velocidade de banda larga (média de 35 Mbps), mais vídeo (equivalente a 833 dias de vídeos circulando por segundo) e crescimento do Wi-Fi (mais da metade do tráfego mundial).

Pesquisa recente da Ericsson aponta que 85% da população mundial terá cobertura de internet móvel de alta velocidade em 2017, com 50% de cobertura 4G, e que o tráfego global de dados deverá crescer 15 vezes até o final de 2017.

PROTEÇÃO

Tem Iphone? Então você precisa fazer isso antes de levar em uma assistência técnica

O Modo de Reparo é um estado especial do iOS que permite que técnicos autorizados realizem diagnósticos e reparos no seu iPhone

09/02/2026 08h15

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Ao enviar seu iPhone para reparo, é crucial proteger seus dados pessoais. A Apple introduziu o Modo de Reparo (Repair State) no iOS 17.5, uma funcionalidade que permite que o dispositivo seja reparado sem a necessidade de desativar o recurso Buscar (Find My) ou o Bloqueio de Ativação.

Isso garante que seu iPhone permaneça rastreável e seguro durante o processo de assistência.

O que é o modo de reparo?

O Modo de Reparo é um estado especial do iOS que permite que técnicos autorizados realizem diagnósticos e reparos no seu iPhone, mantendo o Bloqueio de Ativação ativo. Isso significa que, mesmo que o dispositivo esteja nas mãos de um técnico, ele ainda estará vinculado ao seu ID Apple, impedindo o uso não autorizado.

Como ativar o modo de reparo (iOS 17.5 ou superior)

Siga os passos abaixo para ativar o Modo de Reparo no seu iPhone:

  1. Abra o aplicativo Buscar (Find My): Localize e toque no ícone do aplicativo Buscar na sua tela inicial.
  2. Acesse a aba "Dispositivos": Na parte inferior da tela, toque na aba "Dispositivos".
  3. Selecione o seu iPhone: Na lista de dispositivos, toque no iPhone que você deseja enviar para reparo.
  4. Toque em "Remover Este Dispositivo": Role a tela para baixo e toque na opção "Remover Este Dispositivo".
  5. Confirme a preparação para reparo: Uma mensagem aparecerá informando que o dispositivo não pode ser removido e perguntando se você deseja prepará-lo para reparo. Toque em "Continuar".
  6. Aguarde a ativação: Seu iPhone entrará no Modo de Reparo. Ele permanecerá visível no aplicativo Buscar e com o Bloqueio de Ativação ativado.
Feito por Denis Felipe com IA

Considerações Importantes

  • Não ative sem necessidade: O Modo de Reparo deve ser ativado apenas quando você realmente for enviar o iPhone para assistência. A desativação desse modo geralmente é feita pela própria assistência técnica após a conclusão do reparo.
  • Versão do iOS: Certifique-se de que seu iPhone esteja executando o iOS 17.5 ou uma versão posterior para ter acesso a este recurso.
  • Proteção de Dispositivo Roubado: Se você tiver a "Proteção de Dispositivo Roubado" ativada, pode haver um atraso de segurança de uma hora ao tentar desativar o Buscar ou outras configurações sensíveis, caso você não esteja em um local familiar. Certifique-se de estar em um local familiar ou desative temporariamente a Proteção de Dispositivo Roubado antes de ativar o Modo de Reparo, se necessário. No entanto, o Modo de Reparo foi projetado para funcionar com o Buscar ativado, então a desativação do Buscar não é necessária para o Modo de Reparo em si.

Recomendações Adicionais antes de Levar para a Assistência Técnica

Mesmo com o Modo de Reparo, é sempre bom tomar precauções adicionais:

  • Faça backup completo: Realize um backup completo do seu iPhone no iCloud ou no seu computador (Mac ou PC) para garantir que todos os seus dados estejam seguros.
  • Tenha a senha do ID Apple: Anote ou tenha fácil acesso à sua senha do ID Apple, pois ela pode ser necessária para o processo de reparo ou para reconfigurar o dispositivo após o retorno.
  • Remova cartões do Apple Pay: Por segurança, remova todos os cartões de crédito e débito associados ao Apple Pay.
  • Retire acessórios: Remova capas, películas protetoras e quaisquer outros acessórios do seu iPhone.

Tecnologia

Meta diz ao Cade que chatbots de IA se aproveitam do WhatsApp Business para uso não previsto

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes

02/02/2026 22h00

META/DIVULGAÇÃO

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A Meta disse ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que, ao utilizarem a API do WhatsApp Business, os Chatbots de inteligência artificial (IA) se aproveitaram da ausência de vedação expressa nos termos originais para criar e registrar suas próprias contas de "empresa", como se os usuários estivessem interagindo com uma empresa (como um prestador de serviços), quando, na realidade, estavam se comunicando com um Chatbot de IA.

"Esse tipo de interação, conforme mencionado, não foi previsto nem pretendido pela Meta quando do desenvolvimento da API", disse a empresa em manifestação apresentada ao órgão de defesa da concorrência na última sexta-feira, 30. API é a sigla, em inglês, para "Interface de Programação de Aplicações", conjunto de regras e protocolos que permite a integração de serviços entre aplicativos.

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes, como parte de uma mudança estrutural na forma como serviços digitais são ofertados aos usuários.

A manifestação da Meta é em resposta a um questionário enviado pela Superintendência-Geral (SG) do Cade, que, no mês passado, abriu um inquérito administrativo contra a Meta. Na ocasião, a SG também determinou medida preventiva para impedir a vigência dos novos termos de uso do WhatsApp para inteligência artificial (IA) até que o Cade avaliasse os indícios de infração à ordem econômica e ponderasse os argumentos e teses de defesa apresentados pela Meta, dona do serviço de mensagens.

A área técnica do Cade justificou que era necessário apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. No entanto, dias depois, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu a medida preventiva do Cade, permitindo à empresa aplicar os novos termos de uso do WhatsApp para IA. Em nota, a empresa disse ter recebido a decisão "com satisfação". "Os fatos não justificam uma intervenção no Brasil nem em qualquer outro lugar", defendeu.

O que a Meta disse ao Cade

O documento apresentado ao Cade possui informações de acesso restrito apenas ao Cade e às representadas, por conterem segredos comerciais e dados sigilosos.

Na versão pública, a empresa informou que os AI Providers serão afetados pelas mudanças nos termos acessaram a API do WhatsApp Business por meio do processo regular de cadastro aplicável a usuários empresariais, isto é, mediante a criação de uma conta no Meta Business Manager e o fornecimento das informações necessárias para a verificação da conta, seguidos da criação de uma conta no WhatsApp Business e do registro de um número de telefone vinculado à API.

A Meta também destacou que a indústria de IA ainda se encontra em estágio incipiente e atualmente o setor tem explorado quais casos de uso, formatos e modelos de negócios geram maior aderência junto aos consumidores, com ênfase na experimentação de funcionalidades baseadas em IA integradas a aplicações. "Nesse ambiente dinâmico, concorrentes lançam continuamente novas funcionalidades em navegadores, aplicativos, suítes de produtividade e mecanismos de busca."

Como exemplo, foi citado o lançamento, pela OpenAI, de novos recursos para expandir sua atuação em serviços de mensagens, incluindo a implementação de conversas em grupo. "Esse processo contínuo de experimentação, integração e inovação caracteriza a forma como os desenvolvedores de IA competem atualmente. Para o WhatsApp, a adoção dessas ferramentas é fundamental para manter a plataforma na vanguarda da inovação centrada no usuário, proporcionando melhorias relevantes sem comprometer a simplicidade e a confiabilidade valorizadas pelos usuários."

Por outro lado, a Meta disse entender que Chatbots de IA operados por terceiros "não constituem parte inerente da experiência do usuário no WhatsApp" e a empresa possui visibilidade limitada sobre os casos de uso específicos atendidos por esses Chatbots de IA no WhatsApp. A empresa sustentou que o WhatsApp é utilizado, predominantemente, como um canal adicional de distribuição para serviços que essas empresas já oferecem em outros ambientes.

Histórico

A investigação do órgão de defesa da concorrência no caso da Meta AI começou no fim de 2025, após uma denúncia das startups de chatbots Zapia e Luzia, que operam, principalmente, por meio do WhatsApp e Telegram. Elas alegam que os Novos Termos do WhatsApp (WhatsApp Business Solution Terms) irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa (AI Providers ou Desenvolvedores de IA), garantindo um monopólio artificial à Meta AI.

O WhatsApp sustenta que o surgimento de chatbots de IA na Business API coloca uma pressão sobre seus sistemas que eles não foram projetados para suportar. Na visão da empresa, a decisão original do Cade partiu do pressuposto de que o WhatsApp é, de alguma forma, uma "loja de apps". A gigante de tecnologia defende que as rotas de acesso ao mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com a indústria, não a plataforma do WhatsApp Business.

A discussão no Cade é sobre o uso exclusivo do chatbot da Meta, ou seja, se há uma justificativa técnica para a restrição - a chamada "regra da razão" (do inglês, rule of reason). Essa análise jurídica pondera os efeitos pró e anticompetitivos de uma conduta empresarial, em vez de presumir sua ilicitude.

Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que a decisão judicial que suspendeu a medida preventiva não impede a análise do caso pelo Cade. Segundo fontes, o órgão deverá se debruçar sobre o processo ainda no primeiro semestre deste ano.

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