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'Foi meu erro', disse amiga após abandonar jovem em trilha no Pico

Thayane Smith Moraes, de 19 anos, contou que deixou Thomaz para trás após encontrar um grupo com três corredores

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A amiga do jovem que ficou cinco dias desaparecido na trilha do Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do País, disse que não podia fazer nada para encontrar Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, em uma entrevista exclusiva à Ric Record, na sexta-feira, 2, na base do Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, que fica na Região Metropolitana de Curitiba.

Na entrevista, Thayane Smith Moraes, de 19 anos, contou que deixou Thomaz para trás após encontrar um grupo com três corredores. Ela justificou que o rapaz estava muito devagar. "É meu estilo de vida, eu gosto dessas coisas, entendeu? Aí peguei o ritmo dos três e vim", afirmou.

Após ser questionada pelo repórter de que ela estava com o rapaz e não com os corredores, a jovem assumiu o erro. "Esse foi meu erro, conversei com a família, assumo meu erro, sei que errei nisso, de ter deixado ele ter vindo sozinho. Mas tinha o Fábio e o casal vindo atrás e ele no meio. Não tinha como se perder, não sei o que aconteceu", disse.

Thomaz conseguiu pedir ajuda na manhã desta segunda-feira, 5, na fazenda CGH Cacatu, em Antonina, no litoral do Paraná, após percorrer mais de 20 km por áreas íngremes e de mata fechada, segundo o Corpo de Bombeiros. Ele havia desaparecido por volta das 7h da manhã de quinta-feira, 1º, quando descia a montanha. A distância pela estrada do parque onde fica o pico até a fazenda é de 70 km.

"Não podemos fazer nada, né? É manter o equilíbrio e esperar os profissionais, os bombeiros, darem o resultado final e fazer o trabalho deles", afirmou Thayane. "A minha intuição é que pode encontrar ele, mas muito, muito, muito fraco. Muito fragilizado", disse ainda na entrevista, antes do amigo ser resgatado.

Em uma publicação nas redes sociais, a família do jovem disse que ele está bem e foi encaminhado a um hospital. Eles também agradeceram o apoio recebido durante as buscas.

Thayane também foi questionada sobre a possibilidade do rapaz não ser encontrado com vida. "Foi Deus que permitiu", respondeu. Por conta da entrevista, a jovem recebeu diversas críticas nas redes sociais. Após isso, no domingo, 4, a advogada dela, Kellen Larissa, divulgou uma nota repudiando a divulgação de informações inverídicas nas redes sociais.

"Perfis falsos vêm sendo criados nas redes sociais com o intuito de disseminar informações inverídicas. Diante disso, esclarece-se que qualquer manifestação oficial relacionada a Thayane ocorre exclusivamente por intermédio de seus familiares e de sua advogada, não sendo reconhecido como legítimo qualquer outro canal. Neste momento sensível pede-se sensibilidade, empatia e responsabilidade, para que todos os esforços permaneçam concentrados na localização de Roberto e no amparo à sua família", afirmou.

Segundo o comunicado da advogado, Thayane colaborou de forma espontânea com as autoridades desde o início. "Ressalta-se que Thayane esteve presente e auxiliou, dentro de suas possibilidades, nas buscas por Roberto, e encontrando-se profundamente abalada com o ocorrido", disse em outro trecho.

Na manhã desta segunda-feira, a jovem foi até o parque estadual e concedeu entrevista à Rede Massa, afiliada do SBT no Estado. Ela contou ter contrariado orientações jurídicas e ido até o local. "Dou a minha palavra de que nunca mais vou fazer isso", disse. "Nós tínhamos planos para os dias 2 e 3, mas nada disso aconteceu porque eu pequei de deixar ele para trás", reconheceu.

lavagem de dinheiro

Advogado amigo de Flávio Bolsonaro operou R$ 5 bilhões com bets em 2025

Ele é investigado por suspeita de lavar dinheiro com jogos online. Uma das investigações inicialmente abertas contra Willer alcançou o senador Flávio Bolsonaro

21/10/2026 07h17

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro têm longo histórico de viagens em jatinhos para regiões turistias em diferentes países

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro têm longo histórico de viagens em jatinhos para regiões turistias em diferentes países

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O advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi a pessoa que fez o maior aporte em bets no País, em 2025, e movimentou R$ 5 bilhões com casa de apostas no período. Ele é investigado por suspeita de lavar dinheiro com jogos online. A cifra bilionária diz respeito a prêmios que foram apostados novamente. O valor depositado por ele, de R$ 258 milhões, é quase o dobro do aporte feito pelo segundo maior apostador. Tomaz sacou R$ 200 milhões no ano.

Os dados estão em uma nota técnica do Ministério da Fazenda que foi revelada pelo UOL. O Estadão também teve acesso ao documento.

Uma das investigações inicialmente abertas contra Willer alcançou o senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência. O inquérito, que tem a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeita de lavagem de dinheiro na relação do parlamentar com o advogado.

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), da Fazenda, abriu um processo administrativo contra a casa de apostas Blaze por avaliar que a bet não tomou as medidas que deveria tomar para coibir possível lavagem de dinheiro por parte de Willer Tomaz.

Procurado, o advogado afirmou que "os recursos têm origem lícita, são compatíveis com seus rendimentos e constam de sua declaração à Receita Federal".

Também disse que nunca recorreu a ferramenta automatizada nem fracionou operações para contornar qualquer controle.

A Foggo Entertainment, empresa dona da marca Blaze no Brasil, informou em nota que atua em estrita conformidade com a legislação e a regulação vigentes, adotando políticas rigorosas e contínuas de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD), monitoramento de transações e comunicação de operações atípicas aos órgãos competentes.

Depósitos e saques

Willer tem um amplo espectro de relações políticas em Brasília. Entre os amigos mais próximos estão Flávio e o senador Weverton Rocha, vice-líder do governo Lula no Senado. Ao longo de 2025, Willer fez 1936 aportes, sendo cada um de R$ 133 mil, em média, e 3.408 saques, com média de R$ 58 mil. A nota técnica do Ministério da Fazenda apontou "múltiplos depósitos ou saques" realizados "em curtíssimo espaço de tempo".

Em 30 de outubro, por exemplo, ele fez 14 depósitos de R$ 500 mil, em horários próximos, o que significou aporte de R$ 7 milhões em um único dia. No dia seguinte, o advogado fez 12 saques de R$ 500 mil em um intervalo de 18 minutos, um total de R$ 6 milhões retirados. O documento aponta suspeitas de uso de sistema automatizado e "dissimulação".

Em manifestação enviada à Secretaria de Prêmios e Apostas, a Blaze informou que as apostas de Willer não foram nenhuma vez objeto de análise. Além disso, a bet nunca alterou a classificação de "risco médio" atribuída ao advogado, desde que ele se cadastrou na casa de apostas. A regra de funcionamento das casas de apostas exigia a elevação da classificação do risco em casos de "padrões atípicos de jogos online" e de transações com "volumes elevados".

"O cliente em questão também poderia se enquadrar na categoria de risco máximo utilizada pela empresa ('crítico'), em razão de nela constar o elemento da 'potencial violação sistêmica da legislação aplicável', dado que uma rápida pesquisa em fontes abertas na internet mostra que o cliente já esteve detido sob suspeita de corrupção", frisou o documento, de 1º de outubro.

Investigações

Willer é alvo de uma investigação da Polícia Federal por indícios de lavagem de dinheiro com apostas online. O inquérito aponta suspeita de que as apostas eram simulação. O advogado se diz viciado em jogo e entrou na Justiça para tentar recuperar dinheiro perdido.

Ele também está na mira da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. A investigação suspeita que ele atuou como "hub financeiro" de outros envolvidos no esquema. Em outra frente, o advogado é suspeito de receber informações sigilosas vazadas indevidamente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

risco sanitário

Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em Santa Catarina

O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves, mas há risco de afestar exportações

20/10/2026 07h16

Doença foi constatada em um aviário que cria perus e o temor é de que caso prejudique as exportações

Doença foi constatada em um aviário que cria perus e o temor é de que caso prejudique as exportações

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A existência do foco foi confirmada no domingo (18).

O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, a pasta esclareceu que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). 

O laboratório é reconhecido pela OMSA como de referência internacional para o diagnóstico da doença.

“O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, disse o ministério.

O governo informou que notificou a OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária. 

O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, disse que não recebeu qualquer informação sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco da doença.

"Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]", afirmou.

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