Brasil

8 de janeiro

A+ A-

Nova fase da Operação Lesa Pátria tem três alvos em MS

Em nota, a PF informa que seus agentes estão cumprindo 34 mandados judiciais, dos quais 24 de busca e apreensão, três de prisão preventiva e sete de monitoramento eletrônico

Continue lendo...

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 29, a 25ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que financiaram e fomentaram os atos golpistas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro do ano passado, quando as sedes dos Três Poderes da República foram invadidas e depredadas por manifestantes políticos radicais.

Em nota, a PF informa que seus agentes estão cumprindo 34 mandados judiciais, dos quais 24 de busca e apreensão, três de prisão preventiva e sete de monitoramento eletrônico, nos Estados de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, além do Distrito Federal. Todos os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A previsão era de que três mandados fossem cumpridos em Mato Grosso do Sul, sendo dois de busca e apreensão e outro, de colocação de tornozeleira eletrônica.

Também, segundo a PF, foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados.

"Apura-se que a quantia dos danos causados ao patrimônio público possa chegar à cifra de R$ 40 milhões", cita a instituição. "As investigações continuam em curso, e a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais cumpridos e pessoas capturadas", acrescenta.

Estudos

Indicadores da OMS e do Ministério da Saúde diferem sobre alimentação infantil, diz estudo

17/04/2024 17h00

GOV.BR/ Divulgação

Continue Lendo...

Os indicadores que avaliam alimentação infantil são diferentes entre OMS (Organização Mundial da Saúde) e Ministério da Saúde, de acordo com pesquisa da UFBA (Universidade Federal da Bahia) publicada na revista científica "Epidemiologia e Serviços de Saúde", em março.

Há disparidade entre as orientações para quatro indicadores que avaliam a alimentação complementar de crianças menores de dois anos.
A alimentação complementar inclui o grupo de alimentos oferecidos para a criança além do leite materno. A introdução dessa alimentação é o indicador com maior discordância dos órgãos de saúde.

A recomendação da OMS avalia a introdução alimentar considerando a consistência dos alimentos oferecidos —se são sólidos, semissólidos ou pastosos. Já o MS (Ministério da Saúde) considera se as crianças consomem por dia duas frutas e uma refeição de sal. A população estudada atingiu em mais de 94,3% a primeira definição, enquanto a segunda tem apenas 20,7% de prevalência.

O estudo acompanhou 286 crianças nascidas nas maternidades de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, durante dois anos, realizando entrevistas e visitas domiciliares desde os primeiros 30 dias de vida de cada criança e retornos aos 6, 12 e 24 meses. As prevalências de alimentação complementar foram avaliadas de acordo com as definições da OMS de 2021 e do Ministério da Saúde de 2015.

Para a coleta de dados sobre a alimentação, os pesquisadores usaram um questionário contendo uma lista de 20 alimentos de diversos grupos alimentares —como cereais, grãos, raízes e tubérculos; leguminosas; carnes e ovos; legumes e verduras; frutas; leite e derivados. A partir das informações, foram construídos os indicadores para avaliação da alimentação complementar, segundo critérios do MS e da OMS.

Os resultados do estudo mostraram que as práticas de alimentação complementar estão muito aquém do recomendado pelo Ministério da Saúde, mas não do recomendado pela OMS.

"Os critérios utilizados pelo MS para sua definição são mais minuciosos e levam em consideração as peculiaridades brasileiras. Já a OMS propõe orientações gerais para avaliação dos indicadores visando abranger maior variedade possível de países", afirma a professora associada da UFBA, Daniela Rocha.

Por isso, os autores sugerem que a avaliação das práticas alimentares seja pautada nos critérios do MS, tendo em vista a maior proximidade com o que é praticado na população do país.

O estudo verificou ainda o comportamento dos entrevistados sobre três indicadores, que também apresentaram discordâncias entre si: diversidade mínima da dieta, frequência mínima da dieta e dieta minimamente aceitável.
Uma baixa prevalência em um indicador quer dizer que o serviço de saúde precisa trabalhar medidas com a população para melhorá-lo, de acordo com a pesquisadora.

Segundo o estudo, as diferenças entre as definições de diversidade mínima da dieta encontram-se no fato de, para o Ministério da Saúde, o leite materno e outros alimentos lácteos contabilizarem um único grupo alimentar, assim como um grupo único para carnes e ovos. É diferente da definição da OMS, a qual classifica esses alimentos em quatro grupos distintos. Dessa forma, é mais fácil atingir o mínimo de cinco grupos de alimentos requeridos para a diversidade alimentar.

"Carnes em geral, vísceras e ovos possuem características nutricionais similares por serem ricos em proteínas, gordura, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, o que justifica serem agregados como um único grupo alimentar", diz a pesquisa.

Já o indicador de frequência mínima de refeição leva em consideração apenas o número de refeições recebidas, segundo a OMS. Enquanto isso, a definição da pasta da Saúde considera uma rotina alimentar, e duas refeições principais para alcance do parâmetro mínimo adequado. A prevalência no primeiro caso chega a 97,2%, enquanto no segundo, a 44,8%.

O indicador de dieta minimamente aceitável trata da combinação dos indicadores de frequência mínima e diversidade mínima da dieta, e foi de 96,8% para a OMS e 26,9% para o MS.

"Na prática essa diferença [de parâmetros] levará a resultados diferentes na avaliação dos indicadores de alimentação complementar e consequentemente nas intervenções necessárias frente aos resultados encontrados", afirma a pesquisadora.

Brasil

Barco à deriva é encontrado com corpos em decomposição no Pará

O número de vítimas e suas identificações ainda não foram informados

13/04/2024 20h00

Reprodução

Continue Lendo...

Um barco foi encontrado com corpos em decomposição na manhã deste sábado (13), no Pará. A embarcação estava à deriva e foi encontrada por pescadores. Trabalhadores estavam na região do Salgado, no nordeste do estado.

O número de vítimas e suas identificações ainda não foram informados. A Polícia Federal disse que investiga o caso. 

Imediatamente, foram iniciadas as apurações do caso, em conjunto com diversos órgãos de segurança pública. Equipes da Polícia Federal no Pará estão a caminho da região. Peritos e papiloscopistas da sede da PF em Brasília estão a caminho do Estado e seguirão ao local.

Polícia Federal

O Ministério Público Federal (MPF) também vai investigar. O órgão disse que acionou as áreas criminal e cível sobre o episódio.
Causa da morte e nacionalidade das vítimas ainda não foram esclarecidas. Para isso, serão usados protocolos de Identificação de Vítimas de Desastres (DVI). 

A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, mas ainda não teve retorno.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).