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SÍNDROME

Síndrome de Patau: saiba tudo sobre a condição genética do filho de Zé Vaqueiro

Descubra as causas, sintomas e tratamentos da trissomia 13, que afeta cerca de 1 em cada 5 mil crianças, e como a família do cantor está lidando com o diagnóstico do pequeno Arthur

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Na noite de quinta-feira, 16, o cantor Zé Vaqueiro compartilhou nas redes sociais a notícia de que seu terceiro filho, Arthur, recebeu alta após nove meses de internação. Arthur foi diagnosticado com Síndrome de Patau, uma condição genética rara, logo após seu nascimento, em julho do ano passado. No entanto, na sexta-feira, 17, a família informou que Arthur teve que voltar ao hospital após sofrer uma parada cardíaca em casa.

O Que é a Síndrome de Patau?

A Síndrome de Patau, ou trissomia 13, é uma condição genética rara caracterizada pela presença de uma cópia adicional do cromossomo 13 em todas ou na maioria das células da pessoa. O ser humano geralmente possui 46 cromossomos organizados em 23 pares, mas na Síndrome de Patau, há três cópias do cromossomo 13, em vez das duas habituais.

Características Principais da Síndrome de Patau:

  • Crescimento Intrauterino Comprometido: Bebês nascem com baixo peso.
  • Complicações Cardíacas Congênitas: Problemas cardíacos são comuns.
  • Malformações Craniofaciais: Incluem microcefalia, microftalmia ou anoftalmia, hipotelorismo e malformações das orelhas.
  • Problemas na Parede Abdominal: Como onfalocele, onde vísceras abdominais podem ficar expostas.
  • Cistos nos Rins e Malformações Genitais.
  • Polidactilia: Presença de dedos extras nas mãos ou pés.

Causas da Síndrome de Patau

De acordo com o Dr. Pablo Rodrigues, geneticista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, as causas da Síndrome de Patau podem incluir:

  • Não Disjunção Durante a Meiose:

Ocorre quando os cromossomos não se separam corretamente durante a meiose.

Mais frequente em mães com mais de 35 anos.

  • Translocação Robertsoniana Desequilibrada:

Dois cromossomos se quebram e as partes soltas se unem, formando um único cromossomo maior.
Pode resultar em uma trissomia do cromossomo 13.

  • Mosaicismo:

Ocorre após a fertilização das células reprodutivas.


Mistura de células com quantidade normal de cromossomos e outras com cópias extras.


Diagnóstico da Síndrome de Patau

O diagnóstico pode ser realizado durante o período pré-natal através de:

  • Amostragem de Vilosidades Coriônicas: Teste pré-natal.
  • Amniocentese: Análise do líquido amniótico.
  • Análise de DNA Fetal Livre: Detecta a trissomia 13.
  • Ultrassonografia Pré-Natal: Detecta características associadas, como microcefalia e restrição do crescimento fetal.
  • Tratamentos e Cuidados Necessários

Embora a Síndrome de Patau não tenha cura, o tratamento é direcionado às necessidades individuais da criança. Algumas intervenções comuns incluem:

  • Suporte Respiratório: Oxigenação e ventilação imediatas após o nascimento.
  • Intervenção Cirúrgica: Para problemas cardíacos e fissuras labiais.
  • Dietas Especiais e Prevenção de Convulsões: Dietas adaptadas e uso de antibióticos profiláticos.
  • Aparelhos Auditivos: Para tratar problemas auditivos.

Segundo o Dr. Rodrigues, apesar dos tratamentos intensivos, a média de vida dos pacientes com Síndrome de Patau é de cerca de dois anos. Em alguns casos, é necessário um monitoramento cuidadoso dos sintomas e necessidades ao longo da vida.

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'Dark Horse' gastou R$ 10 mil com peruca e R$ 700 mil com hotel de luxo

Dados fazem parte da prestação de contas feita pela produtora do filme, a Go Up Entertainment, durante as investigações sobre suspeita de desvio de dinheiro público

12/09/2026 07h29

Gastos com hotel foram para o ator principal do filme, Jim Caviezel, seu agente e segurança

Gastos com hotel foram para o ator principal do filme, Jim Caviezel, seu agente e segurança

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A Go Up Entertainment, produtora de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro, gastou R$ 10 mil com o aluguel de uma peruca para Jim Caviezel, intérprete do ex-presidente, e teve ao menos R$ 700 mil em despesas de hospedagem dele, de seu agente e de seguranças no hotel Unique, em São Paulo.

Os valores constam de comprovantes bancários e notas fiscais apresentados pela defesa da empresa e de sua representante legal, Karina Ferreira da Gama, à PF (Polícia Federal). O material integra a documentação do inquérito que apura o financiamento do longa no âmbito do caso Banco Master.

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou o sigilo da investigação sobre o filme na sexta-feira (11), ao ampliar a divulgação de processos do caso Master. A abertura começou na véspera, após determinação do presidente da corte, Edson Fachin. A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia pedido que todos os inquéritos do caso fossem tornados públicos.

A transferência pela peruca foi feita em 5 de dezembro de 2025. O comprovante identifica a Go Up como pagadora e traz a descrição "Locação Peruca Jim".

Seis notas fiscais do Unique somam R$ 663.165,50 e identificam James Patrick Caviezel, nome completo do ator, Nathon Lewis, seu agente, e Richard Dobrich. Outras duas notas, no total de R$ 68.835,60, se referem à hospedagem de Keith Billiot, identificado nos comprovantes como segurança de Jim.

A documentação também registra uma transferência de R$ 298.350,49 ao hotel, feita em 30 de dezembro de 2025, sob a descrição "Hospedagem + gorjetas e massagens Jim". Não foi localizada nota fiscal correspondente a esse pagamento nem a discriminação de quanto foi destinado a cada serviço. Os documentos consultados não esclarecem a relação desse pagamento com os valores das notas fiscais.

Uma fatura registra ainda R$ 54.332,46 pela passagem de Caviezel, incluindo tarifa, taxa de embarque e extras. O documento indica o período de 1º de novembro a 8 de dezembro de 2025. Esse valor não integra o total pago ao hotel.

Quatro despesas com manicures somaram R$ 2.045, em atendimentos às atrizes Lynn Collins e Camille Guaty. Foram R$ 995 para Collins e R$ 1.050 para Guaty, que interpreta Michelle Bolsonaro.

A Go Up também pagou R$ 3.000 pela locação de um conjunto de apliques para a personagem de Michelle. Outros R$ 5.500 foram destinados, em conjunto, a uma peruca para um dublê e a um kit de dreadlocks para outra personagem. O contrato não informa preços separados para os dois itens.

Os comprovantes integram uma mesma entrega documental da defesa à PF, feita em 4 de setembro. O envio respondeu a um ofício no qual a PF pediu documentos para esclarecer as finanças do filme. A solicitação incluía a origem dos recursos, contratos com profissionais estrangeiros, entre eles Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh, e comprovantes de despesas com fornecedores, transporte, locações e hospedagem.

Karina encaminhou o ofício ao produtor Michael Davis, que se apresenta como sócio majoritário da Go Up Entertainment LLC, nos Estados Unidos, e pediu apoio para preparar a resposta à PF.

Davis respondeu no mesmo dia que, por orientação de seus advogados, não autorizava o envio às autoridades brasileiras de documentos da empresa mantidos nos EUA. Afirmou que as requisições deveriam seguir os canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional e que a entrega dependeria de ordem de um juiz americano.

Dirigido por Nowrasteh, "Dark Horse" retrata Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e o episódio da facada em Juiz de Fora (MG). A história tem origem em um texto do deputado federal Mario Frias (PL-SP), chamado "Capitão do Povo". Parte das filmagens ocorreu em São Paulo. Caviezel ficou conhecido por interpretar Jesus em "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, mais recentemente, pelo papel em "O Som da Liberdade".

O financiamento entrou na investigação do Master após negociações do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, com o então banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo documentos da PF relatados pela Folha, Flávio era interlocutor direto de Vorcaro para os investimentos, e Eduardo Bolsonaro atuava na gestão dos recursos. A polícia investiga a suspeita de que parte do dinheiro tenha custeado despesas de Eduardo nos Estados Unidos. Flávio e Eduardo negam irregularidades.

Em junho, a defesa da Go Up afirmou que a produção havia sido financiada com recursos privados. Um laudo contratado por seus advogados, noticiado pela Folha naquele mês, declarou custo de US$ 13,4 milhões e afirmou não ter identificado dinheiro público nos documentos examinados. A conclusão da perícia privada se limitava ao material apresentado para análise.

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Zanin reforça pedido de acesso a todos os dados do celular de Vorcaro

O pedido surge após manifestação do relator do processo, André Mendonça, que informou que o aparelho celular não se encontra em seu gabinete

12/09/2026 07h23

Cristiano Zanin alega que André Mendonça liberou somente parte dos arquivos, uma vez que estaria tentando proteger determinado grupo político

Cristiano Zanin alega que André Mendonça liberou somente parte dos arquivos, uma vez que estaria tentando proteger determinado grupo político

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou formalmente a solicitação para que seja disponibilizada aos ministros da Corte a mídia que contém a íntegra do material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, e relacionado à Petição 15.556, pautada para julgamento no dia 15 de setembro. O ofício foi encaminhado ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin. 

O pedido surge após manifestação do relator do processo, ministro André Mendonça, que informou que o aparelho celular não se encontra em seu gabinete. Ele confirmou, entretanto, ter recebido da autoridade policial, em envelope lacrado, uma cópia de segurança dos dados extraídos da mídia original.

Em seu documento, Zanin argumenta que a mídia contendo os dados está sob posse do gabinete do relator e deve ser compartilhada para garantir a igualdade de análise entre os membros do colegiado. O ministro pontua que o fato de o material ter sido entregue lacrado pela Polícia Federal não afasta a necessidade de compartilhamento, uma vez que se trata de um cópia e que a preservação da cadeia de custódia deve ser feita em relação ao material original.

Zanin ressalta que a regra em julgamentos colegiados, inclusive no STF, é que todos os magistrados tenham acesso à integralidade dos elementos colocados à disposição do relator, independentemente da análise do próprio relator.

Além disso, o ministro afirma que os advogados de defesa do investigado Daniel Vorcaro já receberam cópia do material direto da Polícia Federal e possuem acesso integral ao material. "A não disponibilização aos membros desta Corte configuraria evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento", destaca Zanin no ofício. 

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