As despesas de custeio do governo federal tiveram crescimento de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2009. Somando os gastos de pessoal e Previdência a alta foi de R$ 30,8 bilhões em relação a igual período de 2008. Esse crescimento é quase 40 vezes maior que o avanço de apenas R$ 783,7 milhões para os investimentos nos três primeiros meses do ano.
Esse aumento de custeio, para o economista, é um sinal a mais da dificuldade que o governo tem em fazer política fiscal anticíclica - gastar mais para ativar a economia - da forma mais recomendável, que é a de ampliar os investimentos. No primeiro trimestre de 2009, o governo teve grande expansão de gastos permanentes (muito difíceis de reduzir no futuro): um total de R$ 8,7 bilhões a mais, ou um avanço de 26,9%, com pessoal ativo e inativo no setor público; e R$ 19 bilhões adicionais, ou um salto de 45,4% com a Previdência do setor privado.
Com informações do Estadão