Da reedação
Os africanos cativam por sua felicidade em jogos de futebol. Cantam, dançam, fazem festa para suas seleções. Sempre com sorriso no rosto. A partir de domingo, o técnico brasileiro Joel Santana tenta provar, no comando da anfitriã África do Sul, que pode dar alegria ao povo local não apenas na Copa das Confederações, mas também no Mundial do ano que vem, também no país.
"No começo, pensei que não fosse conseguir. Mas, agora, os jogadores já entendem minha filosofia de trabalho e estou confiante de que possamos encarar o Brasil", avaliou Joel Santana, cujo objetivo inicial seria o de levar a África do Sul às semifinais. Ele pretende ficar com o segundo lugar do grupo, e avalia que o Brasil será o primeiro da outra chave, provocando o cruzamento.
Joel Santana substituiu Carlos Alberto Parreira na direção da seleção sul-africana e, no início do trabalho, em 2008, sofreu para provar seu valor. Agora, um ano depois de sua chegada, a confiança no time é tão grande que o presidente do país chega a falar em título. "Pela primeira vez na história do continente, estamos prontos para que o troféu fique aqui", afirmou Jacob Zuma, ao receber a taça das mãos do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke. No discurso, nada de desconfiar da capacidade do treinador ou do grupo. "Todos o apoiaremos. Estamos prontos para fazer história."
Joel Santana demorou para ter todo o grupo à disposição. Só conseguiu na última segunda-feira. Mas pôde comemorar a vinda de Steven Pienaar, meia do Everton, da Inglaterra, que era problema por causa de contusão. A estrela da equipe, contudo, será Teko Modise, meia do Orlando Pirates, eleito o craque das duas últimas ligas africanas. O jogador é apontado como o melhor da seleção. (informações da Agência Estado)