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André espera Dilma até dia 15 e aposta em recuo de Orcírio

André espera Dilma até dia 15 e aposta em recuo de Orcírio

Redação

20/03/2010 - 02h55
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Apesar de cumprir agenda com tucanos, o governador André Puccinelli (PMDB) declarou ontem que ainda espera firmar aliança com a ministra Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial e tem expectativas de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tirar o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) da disputa pelo Governo do Estado. Segundo Puccinelli, Lula prometeu “tomar providências” até 15 de abril, quando o peemedebista ficou de anunciar seu rumo na eleição nacional. Conforme o governador, tudo ficou acertado durante a última visita do petista a Três Lagoas. No helicóptero presidencial, Lula teria perguntado se em Mato Grosso do Sul Dilma terá dois palanques: “eu disse que estou de cravo branco à espera da noiva no altar. Para finalizar, perguntei se ele aceitaria ver sua noiva namorando outro. Ele riu muito”, relatou, ontem em solenidade no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Dessa forma, Puccinelli deixou claro ao presidente que não aceita a candidatura de José Orcírio, mas evidenciou seu desejo de apoiar Dilma na batalha pela sucessão presidencial. Além disso, acabou com a alegria dos tucanos, que passaram o dia “colados” no governador, durante inauguração de obras em Jardim e Guia Lopes da Laguna. De acordo com o peemedebista, Lula prometeu “tomar providências” para garantir o apoio do PMDB de Mato Grosso do Sul a Dilma. “Ele (presidente) perguntou até quando eu poderia aguardar. Eu disse até 15 de abril”, contou. Enquanto isso, a maioria das lideranças estaduais do PT garantem nem sequer trabalhar com a hipótese de o ex-governador sair da disputa pelo Governo do Estado. Também frisam que a cúpula nacional não vai interferir no rumo do partido em Mato Grosso do Sul. Neste caso, Puccinelli revelou ao presidente o plano de apoiar o deputado federal Ciro Gomes (PSB) ou o governador de São Paulo, José Serra, virtual pré-candidato do PSDB a presidente da República. “A minha paixão de juventude, o meu amor é a fada madrinha (ministra Dilma). Mas, já pensou o noivo abandonado no altar? Eu vou ficar com uma dor de cotovelo”, afirmou, evidenciando o desejo de “dar o troco” aos petistas na hipótese de o PT insistir em enfrentá-lo na eleição estadual. Murilo Indagado se o fato de convidar o vice-governador Murilo Zauith (DEM) a compor sua chapa majoritária como candidato ao Senado indica o interesse em apoiar o PSDB, Puccinelli reforçou que ainda está à espera da ministra Dilma. “Não tem nada fechado (com o PSDB)”, garantiu. O governador voltou a defender a indicação de Murilo para ocupar a vaga de candidato ao Senado, ao lado do deputado federal Waldemir Moka (PMDB). “Lá por julho, agosto do ano passado, o Geraldo Resende (deputado federal) começou um movimento: Dourados não quer mais vice, Dourados quer um senador. Aí o próprio Murilo foi em Dourados e disse: eu quero ser senador”, lembrou. “Aí, no final do ano passado, fui procurar um vice. Fui em Três Lagoas, pedi emprestada essa menina (prefeita Simone Tebet). A Simone decidiu. Aí, depois que está decidido, (o DEM) quer ser vice de novo. Pô, está de brincadeira”, completou. O governador insinuou, ainda, que o cancelamento da participação da ministra na abertura da 72ª Expogrande pode ter ocorrido para evitar constrangimento com os petistas.

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