Uma pista de solo arenoso, cheia de buracos e por onde carros de passeio têm dificuldade de trafegar. Ônibus, caminhões e veículos mais pesados frequentemente ficam atolados e precisam ser puxados por tratores com tração nas quatro rodas. Esse é o cenário da rodovia estadual MS-436. Ainda sem pavimentação, a estrada é um retrato da situação preocupante em que se encontram as vias de escoamento de produção sob responsabilidade do Estado. A esperança de pecuaristas e moradores da região está nas obras de pavimentação da rodovia, iniciadas em novembro do ano passado.
Na última semana, a reportagem percorreu a extensão da rodovia MS-436 de Camapuã a Figueirão, passando pela comunidade do distrito de Pontinha do Cocho. Pelos 114 quilômetros, só trafegam tranquilamente veículos mais altos, como caminhonetes e alguns utilitários. Os caminhões mais pesados têm dificuldade de passar pela pista, que tem muitos acúmulos de areia.
Quando chove, as poças transformam-se em verdadeiras armadilhas, pois escondem atoleiros persistentes.
No meio do caminho, um caminhão carregado com postes de concreto atolou e teve de ser puxado por um trator. A tentativa, porém, foi em vão, e, mais de três horas depois, o veículo ainda permanecia parado no meio da estrada.
Pavimentação
O asfaltamento da MS-436 faz parte das obras incluídas no pacote MS Forte, do governo do Estado. A ordem de serviço para o início da pavimentação foi assinada em novembro do ano passado.
Serão investidos R$ 160 milhões para pavimentação do trecho de Camapuã a Figueirão (114 km) e de Figueirão a Alcinópolis (56 km). Os recursos foram adquiridos em empréstimo feito pelo Estado do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). Para liberar o recurso, o banco pedia que fossem feitas consultas públicas e que a comunidade diretamente atingida pelas obras as aprovassem. As audiências foram organizadas em março deste ano e a aprovação foi unânime.
Até agora, as pontes de madeira sobre os vários córregos da MS-436 e de outras rodovias estaduais daquela região foram todas reformadas. As placas que indicam a conclusão das reformas informam que nas reconstruções foram usados recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul)
Andamento
Além das pontes, o que se vê, até agora, é a placa indicando o início das obras e as estacas nas laterais das rodovias estaduais. Na quarta-feira em que a reportagem passou pelo local, nenhuma máquina trabalhava na obra.
Somente próximo a Figueirão, na MS-223, operários trabalhavam na conclusão do asfalto na rotatória de acesso ao município. Essa etapa está praticamente concluída e, para os moradores de Figueirão, o município mais novo de Mato Grosso do Sul, a pavimentação dessa via é importante, já que é para Costa Rica que os figueirenses têm de ir quando precisam fazer serviços bancários e resolver pendências na Justiça.