O Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Carlos Alberto Davi dos Santos defendeu os bons policiais militares diante do envolvimento de 7 PMs na quadrilha que contrabandeava cigarros, desmantelada na Operação Alvorada Voraz do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ) e PRF (Polícia Rodoviária Federal).
De acordo com as investigações, sete policiais estavam envolvidos no esquema de contrabando de cigarros e serão processados. Os policiais recebiam propina em espécie, no valor de R$ 3 a 6 mil por carga de contrabando. “Esses PMs não eram policiais. Eram bandidos travestidos de policiais” disse o coronel Davi. O comandante da PM frisou ainda que vão continuar a varredura para combater PMs com desvio de conduta no Estado.
A Operação que teve início hoje às 5h foi deflagada além de Campo Grande, em outros seis município desmantelou a quadrilha de contrabando de cigarros no Estado terminou com prisão do chefe do grupo conhecido como Polaco, os dois filhos, e o cunhado em Eldorado, além de outras prisões no interior em várias cidades. O patrimônio declarado de Polaco soma R$ 11 milhões.
Dos 7 policiais envolvidos, quatro foram presos, dois estão sendo investigados, mas sem mandado de prisão e um está foragido. Mato Grosso do Sul faz fronteira com dois países e cinco estados brasileiros, para a polícia militar, isso torna o Estado rota de passagem para contrabando, drogas e armamento. "Desligar esses policiais corruptos é importante para não contaminar os íntegros", aponta o coronel.