O governo do Brasil decidiu investir mais nas relações econômicas, políticas e diplomáticas com a China. Mas identificou duas restrições: a dificuldade com o idioma e as peculiaridades referentes à cultura chinesa. Para vencer os desafios, há um projeto piloto em curso. O Ministério das Relações Exteriores mantém cinco diplomatas, em início de carreira, em Pequim, há seis meses, para entender o modo de ser e de viver dos chineses, além de se aperfeiçoarem no aprendizado do mandarim (idioma oficial da China).
A ideia do projeto piloto surgiu com o crescimento e o avanço da China nas suas parcerias não só com o Brasil, mas também com o restante do mundo. Em 2009, a China superou os Estados Unidos, tornando-se o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2011, o comércio bilateral cresceu 35,2% ao alcançar US$ 84,5 bilhões, com um saldo de US$ 20,79 bilhões favorável ao Brasil.
Responsável pela organização do projeto piloto, o coordenador de ensino do Instituto Rio Branco (destinado à formação de diplomatas), Sérgio Barreiros de Santana Azevedo, disse que o processo de imersão a que os diplomatas estão sendo submetidos é fundamental para a compreensão da cultura, da vida e do modo de ser dos chineses.