Fruto da engenharia transformadora em franca atividade desde os anos 1970, a Rua Euclides da Cunha incorporou o melhor para moradores dos bairros adjacentes. Da loja de dólares a luxuosas boutiques, a rua homenageia um homem que conviveu em diferentes períodos com o agreste e a selva, fontes de inspiração para escrever seus livros.
Os laços entre a periferia e a rua limpa e sofisticada não fogem ao convencional da mão de obra migrante em atividade no Centro da Capital.
O pedreiro Wilson Lima dos Santos, 38 anos, pai de quatro filhos, faz serviços avulsos, retirando entulhos de construção e os deposita num pequeno contêiner.
Rua poderosa: nela, estão bem próximas a Sanesul, o Conselho Regional de Contabilidade, a Condor Turismo, que atua no mercado há 25 anos e escritórios de engenharia. No Edifício Champs Elisées, um dos mais luxuosos da Capital, mora o governador do Estado, André Puccinelli. Em frente fica a Casa do Chef, loja de conveniências com cervejas importadas. Ao lado, a Monalisa Jóias, que também vende finas porcelanas.
A rua campo-grandense tem o nome de um carioca nascido na Fazenda Saudade, em Cantagalo (RJ), que foi tudo isso: engenheiro, escritor, sociólogo, repórter, poeta, historiador e geógrafo.
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