O grupo radical sunita Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) fez execuções em massa na cidade de Tikrit, no norte iraquiano, segundo a ONG de direitos humanos Human Rights Watch.
A organização, com sede em Nova York, disse nesta sexta-feira (27) que comprovou as execuções a partir da análise de imagens de satélite e de fotos divulgadas pelo EIIL na internet.
As mortes teriam ocorrido entre 11 e 14 de junho em duas regiões da cidade. A ONG disse que o número de vítimas confirmadas ficou entre 160 e 190 pessoas, mas pode ser maior, já que é difícil encontrar os corpos.
Analisando as fotos, a Human Rights Watch disse ter contado entre 90 e 110 vítimas em uma vala comum e entre 35 e 40 em outra. Ela afirmou que o número de mortos pode ser ainda maior.
Tikrit, cidade natal do ditador Saddam Hussein, está sob controle do EIIL. O grupo pretende criar um califado islâmico no Iraque e na região do Levante -que engloba trechos da Síria.
"As fotos e as imagens de satélite de Tikrit são uma prova forte de um horrível crime de guerra que necessita investigação, disse o diretor de situações de emergência da Human Rights Watch, Peter Bouckaert. "Eles [o EII] e outras forças abusivas devem saber que que os olhos dos iraquianos e do resto do mundo estão observando".
Segundo a ONU, mais de mil pessoas morreram em junho no Iraque devido aos conflitos.