O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, do PP, acha que, por trás da sequência de vitórias nas licitações públicas conquistadas por empresas ligadas ao grupo do empreiteiro João Amorim, existem “brigas de terceiros” e que ele “não entra nessas brigas”.
Amorim, dono da Proteco Construções, a LD Construções, do genro do construtor, despontam como as que mais ganham as concorrências por obras promovidas pela prefeitura da Capital e também pelo governo de André Puccinelli, do PMDB.
Olarte deu esta explicação ontem de manhã num evento político ao ser questionado o que ele achava de João Amorim arrematar tantos certames.
“Não entro nessas brigas. Tudo que está sendo feito está dentro da lei. Os contratos foram feitos lá atrás [antes de sua gestão]. Única coisa que eu faço hoje, a respeito desses assuntos, é chamar o meu secretariado e verificar o seguinte: é legal? Tá tudo certinho? Então segue o curso”.
Logo adiante, o prefeito disparou essa: “essas especulações nós não vamos entrar nelas. Eu chego em meus secretários e verifico: escuta, o que está sendo feito de certo e de errado?. Se foi feito certo, ok, segue o curso. Se foi feito errado, cancela. O que eu não posso é ter falta de solução de continuidade”.

Reportagem, de Celso Bejarano e Lúcia Morel, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.