Escutas telefônicas e a apreensão de documentos na casa do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, do PP, foram determinantes para incluí-lo na denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro, ofertadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), parte do Ministério Público Estadual.
Numa coletiva de imprensa, ontem, o defensor de Olarte, o advogado Jail Benites de Azambuja, garantiu que não há prova que incrimine o prefeito no esquema de troca de cheques com agiotas da cidade, operações ilegais que teria causado prejuízo aos de ao menos R$ 980 mil aos credores.
No dia 11 de abril do ano passado, o Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do prefeito, já investigado pelo suposto calote. Na investida, foram apreendidos lâminas de cheques em nome de terceiros, além de multas de trânsito em nome do ex-servidor comissionado da prefeitura Ronam Edson Feitosa. As multas, conforme apurado, eram resultados de infrações de trânsito praticadas com o carro da mulher de Olarte, Andréia. Descobriu-se depois que Ronam era quem dirigia o veículo da primeira dama.
De acordo com o advogado Jail Azambuja, Olarte desligou-se do ex-assessor no fim de dezembro de 2013, assim que soube que Ronam emprestava cheques de colegas, descontava-os com agiotas e não pagava. De acordo com as provas colhidas pelo Ministério Público, porém, Ronam era avalizado por Olarte.
A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.