Cidades

Denúncia

Sejusp apura desvio de combustível de viaturas paradas

Sejusp apura desvio de combustível de viaturas paradas

Redação

30/04/2015 - 09h18

Depois de o Correio do Estado divulgar denúncia sobre suposto esquema de desvio de combustível utilizando viaturas policiais paradas ou quebradas, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) divulgou nota, no fim da tarde de ontem (29), sobre o assunto.

Conforme a publicação assinada pelo titular da Sejusp, secretário Silvio Maluf, a conduta denunciada por servidores da própria Polícia Militar não “condiz com o comportamento dos servidores da secretaria”.

Ainda segundo a Sejusp, o combustível recebido pela secretaria mensalmente é dividido entre as forças de segurança conforme a quantidade de veículos e necessidade de cada órgão.

Maluf afirmou, na nota, que o controle do abastecimento é rigoroso, em razão da existência de cartão codificado em cada viatura.

“E foi através deste controle que o Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul identificou uso inadequado de combustíveis e tomou de imediato todas as providencias necessárias, inclusive com a instauração de processo administrativo, que pode ser transformado em inquérito policial militar”.

Também está em andamento uma auditoria interna para apurar o caso.

O CASO

O Correio do Estado teve acesso a documentos do Scania branco, fabricado em 1989. A última ordem de serviço do veículo, ou seja, a última vez que algum transpote foi realizado pelo ônibus, é de 11 de junho do ano passado. Na época, a ordem era de transporte de alunos da Escola Municipal Maria Lúcia Passarelli, no bairro Aero Rancho para a Morada dos Baís, ação que seria realizada no dia 1º do mês seguinte. O passeio no entanto, não aconteceu.  O chefe do Centro de Suprimentos e Manutenção (CSM), Capitão Cláudio Bezerra da Silva, assinou a ordem de serviço cancelando o passeio e justificando que o ônibus não estava funcionando e aguardava leilão. Até aí tudo bem. Mas em fevereiro deste ano, por duas vezes, o veículo recebeu óleo diesel. O primeiro abastecimento custou R$ 759,91 e o segundo, R$ 699,92, todos feitos pelos cartões do sistema Taurus.

O suposto esquema do desvio de combustíveis, segundo as denúncias de servidores da PM, funcionaria da seguinte forma: o veículo baixado é colocado como ativo no sistema de dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e tem a quilometragem de painel alterada manualmente por uma oficina na rua 14 de julho. Isso para que o sistema do cartão Taurus aprove a operação. Com a ajuda do posto de combustíveis, o abastecimento é feito em galões ou em carros de terceiros, com informações falsas. Tudo isso a partir da placa e quilometragem do veículo que está inoperante no pátio da oficina da Polícia Militar.

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