A greve dos médicos completa três dias nesta sexta-feira (7) e ainda não há avanço na negociação salarial. Na manhã de hoje, o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul, Valdir Shigueiro Siroma se reúne com o secretário municipal de Administração, Wilson Prado.
O sindicalista explicou que conversou nesta quinta-feira com o secretário de Saúde, Jamal Salém, mas não recebeu nenhuma contraposta.
“A greve é por tempo indeterminado e o Sindicato continua com as portas abertas para negociação, mas até o momento não recebemos nenhuma contraproposta. Nos chamaram para negociar, mas não tem contraposta, não sei se querem nos vencer pelo cansaço”, disse Valdir Siroma.
O presidente do Sindicato contou que nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), por exemplo, cinco clínicos gerais atendem os casos de urgência e emergência. Já nas Unidades Básicas de Saúde tem plantão para atender casos mais urgentes, que envolvam pacientes com doenças crônicas, como hipertensos e diabéticos.
“A categoria não vai ceder, todos estão conscientes da greve e de suas responsabilidades. Estamos dentre legalidade”, garantiu.
Reivindicações
Valdir Siroma explicou que as gratificações cortadas pela Prefeitura de Campo Grande foram garantidas pela categoria por meio dos decretos de 2002, 2005 e 2011. “Eles tiraram uma conquista que a categoria conseguiu ao longo do tempo e não dá reajuste na data-base. Teve colega que recebeu 50% a menos nesse mês”, revelou.
O sindicalista explicou ainda que um médico contratado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) recebe em média R$ 2.580 por 20 horas semanais. Já as gratificações ficam em torno R$ 2,2 mil a R$ 2,5 mil. “Cortaram a gratificação e se ficar só com o salário bruto, descontando os impostos, o médico receberá menos de R$ 2 mil por 20 horas”, exemplificou.