Cidades

conflitos

Criança continua desaparecida depois de conflito

Indígenas já desocuparam fazenda, mas ainda permanecem na região

Redação

26/06/2015 - 15h11

Uma criança indígena de dez anos continua desaparecida depois do conflito que ocorreu em uma fazenda de Coronel Sapucaia (MS) - sul do Estado - na quarta-feira (25). Uma mulher e outra criança que também não haviam sido encontradas depois da confusão retornaram ao acampamento na manhã desta sexta-feira (26).

Conforme as informações de Matias Rempel, missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a situação continua tensa no local e a Força Nacional já foi acionada para tentar amenizar a situação. “Os índios sumiram após os ataques e não se sabe se fugiram para o mato ou se foram capturados por fazendeiros”, declarou o missionário.

Ainda segundo ele, produtores rurais incendiaram barracas, o que causou a dispersão dos indígenas. “Há elementos que nos fazem crer em novos ataques. Fomos informados de novas reuniões do sindicato rural”, informou.

Por telefone, a reportagem tentou contato com o presidente do Sindicato Rural de Amambai, Diogo da Lux Peixoto, mas as ligações não foram atendidas.

A assessoria de imprensa do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) conversou com a reportagem sobre a situação na região dos conflitos.

Eles disseram que em Coronel Sapucaia (MS), os Índios estão espalhados, mas ainda nas proximidades da fazenda Madama. Após os ataques, os indígenas estão sem alimentos e remédios, porque segundo os relatos, os produtores queimaram o acampamento. Nas fazendas ocupadas em Aral Moreira (MS), o clima também é de tensão. Os proprietários conseguiram retirar objetos pessoais das sedes das fazendas, mas segundo os indígenas, ameaçaram fazer ataques. O Ministério da Justiça já foi informado sobre a situação.

O INÍCIO

Em nota divulgada no início da semana, lideranças indígenas informaram que retomariam as reocupações de terras em Mato Grosso do Sul. Conforme a publicação, "o Governo não tem posição para demarcar a terra indígena Guarani e Kaiowá por isso os povos decidiram reocupar as terras tradicionais tekoha", declararam.

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