A data-base para discussão da tarifa do transporte coletivo urbano de Campo Grande é somente no mês que vem, mas uma notícia não muito agradável já foi antecipada nesta quarta-feira (23): o preço da passagem, que hoje custa R$ 3, vai subir. Ainda não se sabe o índice de reajuste, mas o assunto já foi discutido nesta manhã em audiência pública na Câmara Municipal.
Diretor do Consórcio Guaicurus, João Resende Filho, garantiu que é impossível baixar a tarifa do ônibus porque a redução da alíquota do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel pouco impacto teve, efetivamente, na planilha de custo da tarifa.
De acordo com o auditor da Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz), Rosinei Alves de Barros, o preço médio do diesel de venda na distribuidora para o transporte coletivo teve redução de 6.47%.
Outro ponto ressaltado foi com relação à diminuição do valor do diesel nas bombas de combustível, que em junho estava R$ 3,0389, houve a redução para R$ 2,8520 em julho (com a queda da alíquota). O preço ainda seguiu abaixando, caindo para R$ 2,8080 em agosto e em setembro, R$ 2,8050.
Também considerado forte impacto na discussão da tarifa é o pedágio na BR-163 para o distrito de Anhanduí. Cada passageiro, segundo João Resende, tem um custo de R$ 0,70, o que elevou o custo efetivo para R$ 7 mil por mês.
Além da redução da alíquota, considerada pequena, e pedágio na rodovia, o Consórcio Guaicurus alega a alta da inflação e o reajuste dos funcionários do transporte coletivo como impeditivos para redução na tarifa.