Apenas dois ex-vereadores não serão notificados a entregar, de forma voluntária e espontânea, seus celulares ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Os dois possuem mandato de deputado federal e, por isso, são beneficiados por foro privilegiado.
Elizeu Dionízio (SD) e José Orcírio Miranda, o Zeca (PT), são exceção em investigação da Operação Coffee Break que apura troca de vantagens para votos favoráveis e contrários a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). O caso ocorreu em março do ano passado e não isenta a entrega da ex-vereadora e vice-governadora Rose Modesto (PSDB), da deputada estadual Grazielle Machado (PR) e da ex-secretária Municipal da Cultura, Juliana Zorzo.
Doze celulares já foram periciados pelos investigadores a pedido da Justiça, porém denúncia de Jamal Salem (PR) motivou a extensão do trabalho ao aparelho de outros 17 vereadores à época. A nova fase foi solicitada pelo advogado René Siufi, depois que o republicano declarou que Bernal teria oferecido “cargos e dinheiro” para não perder o mandato.
A assessoria do Gaeco confirmou a notificação 15 dos 17 vereadores e ex-vereadores até esta sexta-feira (23), exceto dos dois deputados federais que dispõe de foro privilegiado.
O alvo da nova denúncia visa os seis vereadores que votaram a favor de Bernal, além do próprio prefeito. São eles José Orcírio Miranda (PT), Ayrton Araújo (PT), Marcos Alex (PT), Luiza Ribeiro (PPS), Derly dos Reis, o Cazuza (PP) e o licenciado Paulo Pedra (PDT).
De acordo com a assessoria de Bernal, “em princípio ele não vê problema algum” em entregar o celular para perícia. Já os vereadores petistas devem analisar hoje o pedido junto com o diretório municipal.
Jamal Salem, por sua vez, terá que provar a denúncia em novo depoimento na segunda-feira, a partir das 9h30, no Gaeco. Se não o fizer poderá ser acusado por promover falsa denúncia.