O ataque criminoso contra duas agências bancárias de Selvíria em que caixas eletrônicos foram detonados com explosivos foi praticado por seis homens. Todos estavam fortemente armados, segundo a polícia, e tinham como alvo o dinheiro do décimo terceiro que havia sido disponibilizado para saque de trabalhadores, na manhã de sexta-feira (18). O crime ocorreu horas depois, na madrugada de sábado (19).
De acordo com informações do delegado responsável pelas investigações, Fernando Casati, imagens do circuito de segurança do Banco do Brasil, o primeiro visitado pelos bandidos, na Rua Vereador Isac Laluce, no Centro da cidade, mostram seis homens em ação. Todos estavam com armas de grosso calibre e encapuzados.
A quadrilha usou dinamite para detonar dois caixas eletrônicos, que haviam sido abastecidos na manhã do dia anterior. O dinheiro era para pagamento do décimo terceiro de trabalhadores. “Pelo horário que aconteceu e pela quantidade de saques que já haviam sido feitos, acreditamos que a quantia levada não seja vultosa. O banco ainda não nos passou o valor furtado”, disse a autoridade policial.
Além dos terminais, a explosão destruiu o prédio, que segundo o delegado, era de construção frágil. Por isso, o dano foi maior.
BRADESCO
Depois do ataque ao Banco do Brasil, os bandidos seguiram para agência do Banco Bradesco, localizada a alguns metros de distância, nas mesma rua. Por lá, não conseguiram concluir o crime porque policiais militares foram avisados e seguiram para o local. No entanto, não encontraram mais ninguém. Comparsas cuidavam a saída dos policiais e alertaram com disparos para o alto. Pela região, foram apreendidas munições deflagradas de fuzil, pistola calibre ponto 45 e 12.
Para garantir o sucesso na fuga e comprometer a chegada dos policiais ao banco, a quadrilha espalhou grampos de ferro, confeccionados artesanalmente com pontas. Pneus de uma viatura foram furados. Imagens também mostram que os bandidos estavam em pelo menos dois veículos.
DE FORA
Nenhum suspeito foi preso e o delegado suspeita que a quadrilha seja de outro estado brasileiro. “Os modus operandis são os mesmos de uma quadrilha que age em São Paulo e Goiânia. A única diferença é que nunca colocaram grampos pela cidade para furar pneus de viaturas. Suspeitamos que os criminosos sejam de outro estado, mas algum morador de Selvíria pode ter tido participação como olheiro, avisando o dia do abastecimento dos caixas”, citou Casati.
Equipe do Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras) de Campo Grande colaboram na investigação.