A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), de Campo Grande, falhou no planejamento de mudanças de linhas do transporte coletivo. As alterações, que durariam até 19 de março para teste, devem ser encerradas nesta sexta-feira (11). Elas começaram no dia 5.
Foram mudados itinerários de três linhas (518, 519 e 520), mas com a reestruturação, estudantes de escolas foram um dos mais prejudicados. Segundo relatos de ouvintes da rádio Mega FM e de leitores do Portal Correio do Estado, agora a parada fica distante da unidade de ensino no bairro Maria Aparecida Pedrossian.
Além disso, é preciso atravessar a BR-262 para que os estudantes cheguem à escola. Como não há passarela, o risco de acidente aumenta. Essa situação envolve principalmente quem usa as linhas 519 e 520, que atendem os bairros Noroeste e Maria Aparecida Pedrossian.
Na linha 518, que faz trajeto do Parque Vivendas ao Shopping Campo Grande, a deficiência é que o ônibus passou a dar uma volta maior. Quem depende dele para ir à escola, por exemplo, precisa sair muito mais cedo de casa para chegar no horário de início das aulas.
A leitora do Portal Correio do Estado, Dayanne Ramos, moradora do Vivendas, disse que a preocupação com os filhos ao saírem para ir à escola é constante após a alteração da linha. Uma das críticas de Ramos é que o trajeto ficou muito mais longo e atrapalha no horário de chegada à aula.
O diretor-presidente da Agetran, Elídio Pinheiro Filho, disse que a linha voltará a funcionar como antes, até que os órgãos públicos se reúnam e elaborem um novo plano.