Trinta e um dias. Esse foi o período em que barracas tomaram parte do canteiro da Avenida Afonso Pena, na frente da sede do Ministério Público Federal (MPF), em Campo Grande. O grupo Chega de Impostos transferiu algumas delas para Brasília, enquanto as demais darão espaço, neste domingo (17), a um telão para que se acompanhe a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
A empresária Silmara Rezende, 42 anos, chegou a dormir por quatro noites no acampamento. Em meio a colchões e sacos de dormir, hoje relembrava o apoio recebido de quem passava pelo local buzinando. “Vai ficar para a história”, resumiu.
O Portal Correio do Estado havia ressaltado anteriormente que a alimentação, das cerca de 40 pessoas que se revezavam no local, era proveniente de doações. Com a desmontagem da estrutura, três caixas ficaram disponíveis e foram direcionadas ao asilo São João Bosco.
Para o advogado Bruno Brandão, 26 anos, a manifestação valeu pela visibilidade aos movimentos contra a corrupção, que também devem se regionalizar depois do processo federal. “Isso prova que há pessoas dispostas a se mobilizar sem receber nada em troca, por um ideal.Vale lembrar que em Brasília é a primeira etapa e tem o Senado ainda”, comentou.
Um telão de led de 24 metros será instalado na Avenida Afonso Pena, ainda durante a manhã. A intenção é de que as pessoas se reúnam para acompanhar a transferência ou não do processo de impeachment da Câmara dos Deputados para o Senado Federal. O Grupo Chega de Impostos orienta que cada um leve cadeira e protetor solar, uma vez que o processo pode levar até seis horas.