Paralisação de agentes penitenciários que começou na última segunda-feira (25), no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, se estende em todo Mato Grosso do Sul. Na manhã de hoje (27), agentes das penitenciárias de Dourados, Rio Brilhante e Jardim, aderiram ao movimento.
Ao Portal Correio do Estado, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sinsap), André Luiz Santiago, relatou que está aguardando o contato do Governo do Estado para discutir o assunto. “Enviamos as nossas reivindicações para o governo e estamos aguardando o contato para debater os temas. Posso dizer que até agora, nada mudou”, frisou.
Na tarde de ontem (26), agentes das penitenciárias de Corumbá, Cassilândia, Dois Irmãos do Buriti e Bataguassu cruzaram os braços, e mais trabalhadores podem aderir ao movimento até o final da semana.
Categoria pede reforço na segurança e adequação no banho de sol dos presos. “Os agentes estão seguindo uma rotina diferenciada, 90 % deles não estão mais se alimentando nos presídios. A outra reivindicação é diminuir o tempo de banho de sol, que hoje é de 5 horas, enquanto na realidade, deveria ser de 2 horas”, comentou.
Atentados
A reclamação da classe trabalhadora surgiu após agentes penitenciários terem sido intoxicados por presos da Penitenciaria de Segurança Máxima de Campo Grande, na semana passada. A suspeita é de que os presos tenham colocado entorpecentes ou medicamento controlado na garrafa de café dos agentes.
Dias antes, ônibus foram alvos de ataques, ocasião em que passageiros e motoristas foram ameaçados de morte. As ações criminosas teriam sido comandadas por integrantes da facção Primeiro Comando Capital (PCC), em represália a treinamentos de agentes nas unidades prisionais do Estado, com o uso de arma de fogo.