Em cinco anos, Mato Grosso do Sul teve aumento de 56 leitos de internação e 329 de repouso e observação na rede pública de saúde. Os dados foram apurados pelo Conselho Federal De Medicina (CFM) junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde e divulgados hoje (17).
O número representa a variação entre leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) ativados e desativados.
De acordo com a pesquisa, a única especialidade que teve perda de leitos no Estado foi a pediatria. Em 2010, haviam 640 leitos pediátricos e em 2015, esse número se reduziu para 568, o que representa a diminuição de 72 vagas.
O resultado foi positivo nos setores cirúrgico (69), clínico (5), obstétrico (16), hospital/dia (30) e outras especialidades (8).
Em Campo Grande, os leitos que atendem pelo SUS tiveram variação positiva de 156 vagas nos últimos cinco anos, saindo de 1.315 em 2010 para 1.471 em 2015. Os de repouso e observação (urgência e ambulatório), tiveram aumento de 185.
Na Capital não houve resultado negativo em nenhuma especialidade, com aumento de vagas em todos os setores, sendo cirúrgico (46), clínico (31), obstétrico (30), pediátrico (12), hospital/dia (17) e outras especialidades (20).
Além de Mato Grosso do Sul, apenas outros sete estados apresentaram saldo positivo entre leitos ativados e desativados, sendo eles Rio Grande do Sul (806), Mato Grosso (397), Rondônia (336), Santa Catarina (121), Espírito Santo (115), Amapá (87) e Tocantins (15).
Na rede privada de saúde houve redução de 29 leitos em todo o Estado. Em Campo Grande, o número é negativo em 45 vagas.