O desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, relator de processo criminal contra o prefeito afastado Gilmar Olarte (Pros) e mais duas pessoas, decidiu hoje suspender multa que havia aplicado a um dos defensores.
Em despacho dado em 24 de agosto, o magistrado alegou que havia tentativa de retardar o andamento da ação por parte da defesa de Olarte. Por isso aplicou a penalidade pecuniária de 10 salários mínimos, R$ 8,8 mil, e pediu que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) adotasse medidas administrativas contra Jail Benites de Azambuja, que defende o prefeito afastado.
O desembargador cobrava dos réus a apresentação de alegações finais para poder decidir sobre a acusação de corrupção passiva contra Olarte, o ex-assessor dele Ronan Edson Feitosa de Lima e Luiz Márcio dos Santos Feliciano, que é acusado de lavagem de dinheiro.
As denúncias foram feitas pelo Ministério Público Estadual, por conta do uso de cheques em branco de terceiros que foram descontados com agiotas, causando prejuízo de milhares de reais a quem emprestou as folhas.
O defensor de Olarte foi o único a apresentar as alegações finais depois do "puxão de orelha" do desembargador. O prazo para a defesa de Luiz Márcio fazer o mesmo vence na próxima terça-feira (13). Ronan Edson Feitosa está desaparecido e tem mandado de prisão decretado contra ele.