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Ruas da Capital viram 'terra sem lei' durante as noites e madrugadas

Radares desligados e blitze longe de vias violentas complicam trânsito

Redação

04/11/2017 - 07h00

Os três primeiros dias de novembro registraram três mortes no trânsito em Campo Grande. O início trágico do mês revela um dado comum, mas pouco falado: as ruas da Capital são “terra de ninguém” durante as noites e madrugadas.

Nenhuma blitz nas avenidas movimentadas, aliadas ao abuso de velocidade e do álcool, tornam todos possíveis alvos de acidentes graves.

O próprio comandante do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), tenente-coronel José Longatto, corrobora com a premissa.

Ele vê no consumo exagerado de bebidas alcoólicas e na imprudência as principais razões para a série de acidentes com vítimas fatais nos últimos dias.

“A noite em Campo Grande é sem lei”, disse Longatto. “Todo mundo quer beber até cair, corre e não respeita as leis. Ainda mais no feriado, quando as pessoas recebem salário e buscam se divertir.”

Campo Grande tem 58 mortes registradas no trânsito de janeiro até sexta-feira. A última delas aconteceu por volta das 21h45 de quinta para sexta.

João Carlos da Silva, 43 anos, morreu após colidir a moto que pilotava em uma árvore na rotatória de Indubrasil, distrito na região oeste da Capital.

Mas o caso de maior comoção foi a morte da bacharel em Direito, Carolina Albuquerque Machado, 24, após o Fox onde estava com seu filho, de 3, ser atingido por uma caminhonete Frontier em alta velocidade na Avenida Afonso Pena, no Bairro Chácara Cachoeira (região leste), na madrugada de quinta-feira. 

Janine de Lima Bruno, diretor-presidente da Agência Municipal de Trasporte e Trânsito (Agetran) explica que enquanto a contratação de nova empresa para administrar os equipamentos de fiscalização não acontece, a prefeitura vem cumprindo suas funções com radares móveis e ações da Guarda Civil Municipal. 

*Leia reportagem, de Rafael Ribeiro, na edição de sábado/domingo do jornal Correio do Estado.

 

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