A Química Brasil Central foi multada na manhã de hoje, durante fiscalização do Corpo de Bombeiros. A equipe que encontrou irregularidades no local. Na tarde de ontem (4), explosão destruiu o depósito da empresa, que fica no distrito de Indubrasil, em Campo Grande. No setor havia sacos com sulfato de amônia e ureia em pó.
De acordo com o tenente-coronel Marcos Meza, do Corpo de Bombeiros, a empresa foi multada porque não estava cumprindo normas de segurança exigidas no projeto de combate a incêndio. "Algumas exigências no que diz respeito a segurança e projeto eles não cumpriram, por isso foi aplicado um auto de infração, que deve se converter em multa", explicou.
O valor da multa não foi divulgado. Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, o proprietário tem 30 dias para regularizar a situação na empresa, caso contrário pode ter o local interditado.
Ontem, o tenente Vagner Moreira Lopes havia dito à imprensa que a indústria estava em fase de certificação junto ao Corpo de Bombeiros, mas foi liberada para funcionar por dispor dos requisitos mínimos exigidos.
Ao Correio do Estado, o Ministério do Trabalho e Emprego afirmou que também vai fiscalizar o local, já que, por conta do incêndio, um vigilante de 37 anos precisou ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Santa Mônica. O homem inalou muita fumaça, mas já recebeu alta.
CAUSAS DO INCÊNDIO
A princípio, a suspeita dos Bombeiros era de que a explosão havia sido causada por um vazamento de amônia. Porém, a situação não foi confirmada ao fim da ocorrência. Segundo militares, não havia cheiro de ureia ou amônia, por isso a possibilidade foi praticamente descartada, o que levou a outra suspeita, a de pane elétrica.
Neste domingo, o gerente da empresa garantiu que não houve vazamento de produto químico. Bastante alterado, ele disse que iria processar os repórteres que estavam no local e chegou a tomar o caderno da jornalista do Correio do Estado, Izabela Jornada, e rasgar a folha que continha informações sobre o caso.
Conforme o tenente-coronel Marcos Meza, cabe à Polícia Civil investigar o que causou a explosão. O Correio do Estado procurou a Polícia Civil, mas até o fechamento desta reportagem não obteve respostas.