Os grupos contrários ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que pedem que seja negado o pedido de habeas corpus, programam uma carreata para o início da noite de hoje (4), caso os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitem o pedido que mantém o petista livre, mesmo após a condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá.
Conforme Lucas dos Santos, de 20 anos, do grupo Movimento Brasil Livre (MBL), assim que o julgamento estiver concluído, os manifestantes devem sair em protesto. “Se o habeas corpus for aprovado, vamos fazer uma carreata saindo da Igreja Perpétuo Socorro até o Ministério Público Federal, onde vamos cantar o hino nacional”, explicou.
No caso do pedido de liberdade do ex-presidente ser negado, o grupo não deve se manifestar, conforme Lucas.
FALA POVO
O Portal Correio do Estado foi às ruas nesta manhã perguntar a alguns campo-grandenses o que esperam do julgamento desta tarde. Boa parte acredita que o habeas corpus será negado.
“Provavelmente ele deve ser condenado, por tudo que estão falando, mas, para mim, as provas apresentadas são todas instáveis. Não deveria ser condenado”, disse o funcionário público Willian Medina, de 29 anos.
O garçom Bento da Silva, de 56 anos, também acredita que o pedido será negado e o ex-presidente será preso. “Mas gostaria que fosse concedido. Ele ajudou muita gente, foi mais humilde. Para o povo ele foi muito bom”, comentou.
“Foi um dos melhores. Ele fez muita coisa”, resumiu o pedreiro Ailton Pereira, de 64 anos. “Ele foi o candidato dos pobres, mas pelo que estão noticiando deve ser condenado sim. Uma pena, porque ajudou muita gente”, completou o aposentado Luiz Carlos Francisco, de 71 anos.
JULGAMENTO
O STF retoma hoje o julgamento do habeas corpus no qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.
O caso começou a ser julgado no dia 22 de março, mas a sessão foi interrompida na Corte. Com isso, o ex-presidente ganhou um salvo-conduto para não ser preso até a decisão desta tarde. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.
No julgamento de hoje, os 11 ministros que compõem a Corte devem entrar no mérito do pedido de Lula, o que não foi abordado no dia 22 de março. Ao entrar no mérito, a questão de fundo a ser discutida pelo plenário do Supremo será a possibilidade de execução provisória de pena por condenado em segunda instância, mesmo que ainda existam recursos contra a condenação pendentes de análise em tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o próprio STF.
*Com informações da Agência Brasil