A Câmara Municipal de Campo Grande vem protelando a nomeação dos aprovados no concurso público do órgão. Inchada de servidores comissionados, a Casa de Leis precisa, literalmente, encontrar espaço para “abrigar” quem passou no concurso. Extinguir velhos cargos “de confiança” ou mesmo reduzir o número de servidores nos gabinetes seria uma alternativa para dar agilidade ao processo. No entanto, a presidência da casa afirma que as nomeações se darão de maneira gradativa, “para que a mudança não prejudique serviços internos”, e não apresentou data para as primeiras nomeações.
De acordo com o presidente do legislativo, João Rocha (PSDB), as exonerações vão acontecer “conforme a necessidade” e de modo que “matenha o desempenho da Casa”. “Uma coisa é você ser aprovado no concurso, outra coisa é você ser capacitado para a exercer a função. Eu não posso tirar uma pessoa que está há algum tempo na função, por meritocracicia, e colocar uma que passou no concurso agora, que não tem conhecimento da função, dos trâmites. Isso é uma questão de gestão, até para o desempenho do servidor ser melhor na Casa “, disse.
Meritocracia à parte, se considerados apenas os números, a necessidade da nomeação dos concursados é urgente. Conforme levantamento feito pelo Correio do Estado, por meio do Portal da Transparência, dos 623 servidores da Câmara Municipal, apenas 43 são efetivos e 589 comissionados, que trabalham na administração, em secretarias, comissões e procuradoria da Casa e nos gabinetes de vereadores. Há, ainda, 44 servidores concursados, mas que são cedidos a outros órgãos públicos.
* Leia a reportagem, de Luana Rodrigues e Natalia Yahn, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.