A assessoria de imprensa do Governo do Estado afirmou que aguarda o término do depoimento do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para se manifestar sobre a operação Vostok, desencadeada hoje, pela Polícia Federal.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) presta depoimento na Superintendência da PF desde às 14h40 de hoje, quando chegou ao local acompanhado pelo filho, Rodrigo Souza e Silva, que teve a prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça, por envolvimento no esquema.
Os empresários, políticos e pecuaristas ligados à cúpula da administração de Azambuja teriam lucrado R$ 67.791.309,00 com o esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro por meio de notas frias. O prejuízo aos cofres públicos, chega a R$ 209.750.000,00 informou a Polícia Federal, no pedido das prisões que fundamentaram a Operação Vostok.
O filho de Reinaldo Azambuja, Rodrigo de Souza e Silva, é um dos presos temporariamente. O governador de Mato Grosso do Sul, só não teve sua prisão solicitada, por causa dos “prejuízos sociais e econômicos” que o Estado poderia sofrer.
“Por ora, mesmo em face de vasto material probatório em desfavor do governador Reinaldo Azambuja, deixo de representar pela sua prisão temporária em vitude dos prejuízos sociais e econômicos que a prisão do Governador do Estado poderia causar à sociedade sul-mato-grossense. Em que pese a importância de sua prisão nos mesmos termos apresentados anteriormente em relação aos demais investigados”, afirmou a autoridade policial no pedido de prisão temporária dos envolvidos (confira lista ao fim do texto) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Rodrigo de Souza Silva, conforme a Polícia Federal, era conhecido nas investigações com a alcunha (apelido) de “Príncipe”. Foi ele quem fez a transição do esquema de pagamento de propinas por meio de benefícios fiscais ao grupo JBS, do esquema do então governador André Puccinelli (atualmente preso no Centro de Triagem de Campo Grande) para a atual gestão, de seu pai.
O filho de Azambuja é considerado um dos operadores do esquema, juntamente com o pecuarista Ivanildo da Costa Miranda, João Roberto Baird, Antônio Celso Cortez e José Ricardo Guitti (o Polaco).
A Polícia Federal ainda encontrou indícios robustos de participação no esquema dos pecuaristas Élvio Rodrigues, Francisco Carlos Freire de Oliveira, Ivanildo da Cunha Miranda (também operador do esquema), José Roberto Teixeira (deputado estadual pelo DEM), Márcio Campos Monteiro (ex-deputado federal, ex-secretário de Fazenda e conselheiro do Tribunal de Contas de MS), Miltro Rodrigues Pereira, Nelson Cintra Ribeiro (ex-prefeito de Porto Murtinho e ex-presidente da Fundação de Turismo na gestão Azambuja), Osvane Aparecido Ramos, Rubens Massahiro Matsuda e Zelito Alves Ribeiro.