Laudos preliminares que analisaram a comida e a água servida aos alunos do Colégio Militar durante o desfile de Sete de Setembro deste ano não apontaram contaminação, indicando uma possível virose que fez cerca de 90 alunos passarem mal após o evento. Laudo divulgado pelo colégio orienta crianças e militares quanto a higienização pessoal para evitar a proliferação de bactérias.
Conforme o laudo parcial divulgado pelo Colégio Militar, as amostras de água analisadas não apresentaram alterações que indicassem terem sido o motivo da intoxicação dos alunos. Antes do desfile as crianças se alimentaram com frutas, água mineral em copos, água de coco industrializada e esfirras.
Os laudos nos alimentos ainda não foram todos divulgados, mas conforme o relatório do colégio, por enquanto, nenhum apresentou presença de bactérias. “Estamos aguardando os outros resultados, para conclusão final”, diz o relatório da nutricionista do colégio.
Com o resultado dos exames nas crianças tendo dado a presença da bactéria Shigella ssp, que provoca diarreia, dores abdominais, febre e vômitos, o colégio repassou uma série de orientações como ações preventivas, para que a bactéria pare de se espalhar. A orientação foca na higiene pessoal, principalmente das mãos no manuseio dos alimentos.
Os exames feitos nos militares responsáveis pelo preparo da comida no dia do desfile deu negativo para a bactéria que provocou a intoxicação das crianças.
CASO
O fato teria ocorrido após o desfile do dia da Independência, quando as crianças e adolescentes começaram a passar mal gradativamente. De acordo com familiares, os alunos intoxicados teriam comido um lanche todos no mesmo lugar.
Na nota, a instituição nega que a comida das dependências da escola tenha sido a causa do ocorrido, já que quase todos os alunos da escola ingerem a comida de diferentes fontes, lanches produzidos pelos fornecedores, buffet-almoço do período integral, merenda escolar, refeições produzidas pela cantina, e se tivesse ocorrido algum tipo de problema centenas de alunos teriam passado mal.
No entanto, o CMO completou na época dizendo que iria analisar os itens em laboratório para saber essa foi a causa do incidente. Uma possibilidade apontada pela instituição na nota é o rotavírus, já que o clima na época estava inconstante na cidade.