A situação do pontilhão localizado na Rua Antônio Maria Coelho, próximo a Orla Ferroviária, em Campo Grande, preocupa quem passa pelo local. Além de tábuas soltas, que prejudicam a acessibilidade, a estrutura apresenta rachaduras, o que levanta questionamentos quanto a segurança dos usuários.
“Trabalho próximo desse viaduto. Todos os dias passam por ali, pessoas, ciclistas e afins, seja para trabalhar ou fazer alguma atividade física, coisa que alguns vizinhos por aqui fazem. Estou preocupado com a estrutura do pontilhão. Aquilo pode cair a qualquer momento. A cada chuva, escorre um pouco mais de terra, além das rachaduras”, disse o estudante Junior Fernando de Souza, de 23 anos.
Além da segurança, a estrutura também apresenta problemas quanto a acessibilidade, devido a tábuas que estão soltas por falta de manutenção. “Hoje, eu estava olhando como estava a Maria fumaça, quando avistei dois cadeirantes. Eles ficarão um bom tempo na ponte, coisa que me intrigou e fui averiguar. Em um lado, onde era para ser a passagem dos pedestres, há um vão de uns 27 centímetros. No caso, estavam tentando completar esse buraco com um bloco de concreto, para fazer a travessia do cadeirante. O fato me preocupou muito, o impedimento do livre trânsito de pessoas, ainda mais, a falta de total acessibilidade em um ponto turístico da cidade, que está em total abandono”, considera o estudante.
Procurada pela reportagem, a prefeitura informou que “os reparos no pontilhão sobre a Rua Antonio Maria Coelho, estão na programação de serviços da equipe de manutenção da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do município (Sisep)”, sem mencionar quando os trabalhos serão feitos.
VISTORIAS
Em fevereiro deste ano, a falta de manutenção em pontes, pontilhões e viadutos de Campo Grande veio a tona depois que algumas estruturas começaram a apresentar problemas. Na época, a prefeitura informou que realiza semanalmente a inspeção dos locais. A vistoria, segundo o município, é feita por meio de observação ou, como se diz popularmente, “na base do olhômetro”.
Conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), não há nenhum equipamento que técnicos possam utilizar para obter uma avaliação mais precisa das condições em que se encontram as estruturas.
O secretário adjunto da Sisep, Ariel Serra, explicou que a inspeção é feita por uma equipe composta por três engenheiros, que fotografam e catalogam qualquer anomalia detectada nas estruturas. “Eles vão verificando pontos-chaves, apoio de viga, se existem infiltrações, rachaduras, entre outras situações”, disse.
De acordo com a Sisep, a Capital tem seis viadutos na área urbana, sendo, pelo menos, três com mais de 30 anos.