Dois ex-presidentes da Câmara de Vereadores do município de Água Clara, distante 204 quilômetros de Campo Grande, estão entre os quatro presos nesta terça-feira, em operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Eles são suspeitos de envolvimento em desvio de verba pública de quase R$ 1 milhão.
Um dos ex-presidentes presos ainda é vereador com 8 (oito) mandatos consecutivos. Além disso, o atual presidente da Câmara de Vereadores foi alvo de medida cautelar e não pode se ausentar da comarca por mais oito dias e terá de comparecer em Juízo para justificar atividades. Um servidora da Câmara também foi afastada do cargo.
Em Campo Grande, foram presos dois empresários, sócios das Empresas de Consultoria envolvidas, um deles ex-contador da Casa de Leis. Foram apreendidas, ainda, três armas de fogo com um dos ex-presidente da Câmara de Água Clara, preso na Operação.
No decorrer das investigações, conduzidas pela Promotoria de Justiça de Água Clara, apurou-se o desvio de verba pública na Câmara Municipal do Município, via elaboração de processos licitatórios fraudulentos para a contratação de assessoria em diversas áreas da gestão pública.
O trabalho de investigação apurou que o desvio do dinheiro público teve início com a elaboração de processos licitatórios fraudulentos, na modalidade carta convite, os quais eram direcionados a empresas pré-determinadas. Sendo assim, a empresa que vencia a licitação não prestava o serviço, porém recebia todos os valores, os quais, posteriormente, eram repassados aos agentes públicos envolvidos.
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Água Clara e o GAECO apuraram que a organização atuou por anos desviando valores, que podem chegar a R$ 900 mil, dos cofres da Câmara Municipal de Água Clara. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da comarca de Água Clara.