Cidades

DPVAT

Campo Grande tem terceiro trânsito mais violento entre as capitais

Em 2018 foram pagas na Capital 3,8 mil indenizações

Redação

28/04/2019 - 10h11

Com média de 67 seguros obrigatórios pagos a vítimas de acidentes no trânsito por cada 10 mil veículos, Campo Grande é a terceira capital do País em violência no trânsito, de acordo com levantamento realizado pela administradora do seguro DPVAT.

Lideram o ranking de trânsito mais violento do País Boa Vista, com média de 81 indenizações pagas por 10 mil veículos; e Porto Velho, que registrou 79 pagamentos. Na sequência, Teresina (61), Cuiabá (60), Palmas (56), Fortaleza (51), Goiânia (46), João Pessoa (44) e Aracaju (42) completam as dez primeiras posições.

Já São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as capitais com menor indicador de violência no trânsito quando feita a proporção com a frota, registrando 10, 12, 16 e 17 benefícios pagos para cada dez mil veículos.

 

INDENIZAÇÕES

Realizada com nova metodologia, o Indicador DPVAT — a proporção entre a frota de veículos no ano da análise e o número de sinistros pagos no mesmo período, permitindo uma avaliação ainda mais fiel do cenário do trânsito de cada localidade — a pesquisa mostra que em todas as 27 capitais do País, a maior parte dos acidentes deixou vítimas com algum tipo de invalidez permanente.

De acordo com relatório anual da seguradora responsável pelo pagamento do DPVAT, no ano passado foram pagas no Brasil mais de 318 mil indenizações e desse total 20% (64 mil) foram registradas apenas nas capitais brasileiras (64 mil). Somente em Campo Grande, foram 3.811 pagamentos do seguro obrigatório a vítimas de trânsito, considerando uma frota de 571.886 veículos.

 

PERFIL

Os dados ainda mostram que, em todas as 27 capitais brasileiras, 71% dos pagamentos destinaram-se à cobertura por invalidez permanente (47.838 benefícios). Jovens de 18 a 34 anos também integram a faixa etária mais atingida em acidentes de trânsito nestas localidades.

Quando analisados os números em relação ao tipo de veículo, os sinistros pagos por acidentes envolvendo motocicletas e ciclomotores também são alarmantes. Os veículos de duas rodas foram responsáveis por 77% dos seguros pagos nas capitais, o que equivale a 50.068 sinistros. O quantitativo ainda representa cerca de quatro vezes mais pagamentos do que os casos envolvendo automóveis.

De acordo com dados do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), foram registrados em 2018 8,9 mil acidentes em Campo Grande, resultando em 84 mortes. Somente nos primeiros três meses deste ano, foram 17 óbitos no trânsito da Capital, 1.139 acidentes com feridos e 1.196 sem vítimas, de acordo com balanço do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran). Do total de óbitos, 65% foram de motociclistas.

 

SEGURO

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 209 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até 3 anos.

Dos recursos arrecadados pelo seguro obrigatório, 50% vão para a União, sendo 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito, e 5% são direcionados para o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50% são direcionados para despesas, reservas e pagamento de indenizações.

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