Com a pandemia, as vendas de bicicletas em todo país mais que dobraram, conforme um levantamento realizado pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), a venda de bicicletas cresceu 53% no ano passado.
A bicicleta se tornou uma opção de lazer, transporte, para aqueles que querem evitar o risco de contaminação e aglomeração em ônibus coletivos e otimização de tempo para população.
De acordo com levantamento da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Campo Grande possui 89km de ciclovias e ciclofaixas. Devido a maior demanda, a prefeitura pretende investir R$ 4 milhões na malha cicloviária da capital.
O investimento tem como objetivo estimular o uso das bicicletas e dar mais segurança aos usuários para que possam circular por espaços exclusivos, longe do perigo de andar pelas ruas, muitas delas movimentadas, dividindo espaço com veículos.
Segundo o gerente de vendas da loja de bicicletas Ciclo Esporte, Alberto Soares, houve um aumento significativo de procura desde o início da pandemia, em razão das pessoas buscarem alternativas de transporte que as fizessem se sentirem mais seguras e a prática de atividade física.
“O movimento mais dobrou na minha loja, e pelo jeito vai continuar assim. Acho que a população está se preocupando mais com o corpo, fazer atividade física e também evitar andar de ônibus dependendo da distância, as bicicletas podem ser uma ótima alternativa’, destacou.
Foram 1.436 unidades produzidas em fevereiro deste ano contra 182 em janeiro, o que representa um crescimento de 689%. Na comparação com o mesmo mês de 2020, o aumento foi de 101,1%. Na ocasião, foram fabricadas 714 bicicletas em todo país, de acordo com a pesquisa realizada pela Aliança Bike.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso da bicicleta traz zero de poluição e mais saúde para os condutores, além de ser um meio de transporte mais seguro para quem precisa sair de casa.
Segundo o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), ciclistas têm o direito de circular pelas ruas e prioridade sobre os automotores. As vias de Campo Grande possuem velocidade máxima de 50km/h.
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BEM-ESTAR
Por conta das restrições impostas pela pandemia, a bicicleta vem sendo destaque, além de ser uma opção de transporte individual, que diminui drasticamente os riscos de contaminação. O personal trainer, Murilo Santos, ressalta os benefícios de pedalar para a saúde.
“É muito importante esse despertar da população para as bicicletas, pedalar também ajuda no resgate da autoestima e promove sensação de bem-estar. Além disso, em meio a pandemia, evita aglomerações nos transportes coletivos, que costumam estar sempre lotados”, disse o profissional ao Correio do Estado.
Murilo Santos reitera que é necessário tomar alguns cuidados. “Algumas ruas e avenidas movimentadas de Campo Grande possuem ciclovias, mas não são todas. São muitos perigos, os motoristas dificilmente respeitam os ciclistas. Existe uma resistência ao uso do capacete, que é extremamente importante. Sinalizadores, buzina eletrônica e roupas chamativas podem contribuir para a segurança”, ressalta.
FALTA DE INSUMOS
Na contramão da tendência de crescimento de vendas, o número de bicicletas produzidas no Brasil diminuiu em 2020. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), foram produzidas 665.186 bicicletas em 2020.
O volume de 2020 foi 27,7% menor que o fabricado em 2019, que teve 919.924 bicicletas produzidas. O desempenho também ficou abaixo da projeção apresentada pela Abraciclo em outubro. A perspectiva era de produzir 736.000 bicicletas. Em 2021, a associação espera produzir 750 mil unidades, um volume 12,8% maior.