Com recursos de empréstimo de R$ 95 milhões, por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) da Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Campo Grande lançará um pacote de obras que contempla as áreas de saúde, assistência social, habitação, infraestrutura e controle de enchentes – esta última, um clamor antigo da população.
Entretanto, o valor destinado ainda não deve resolver por completo os problemas causados pelas chuvas na cidade.
As intervenções são provenientes de um empréstimo realizado em agosto deste ano e aprovado pela Câmara Municipal.
O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, explica que os recursos obtidos no financiamento vão possibilitar diversas reformas e construções na cidade. Segundo ele, algumas intervenções poderão ser entregues já no fim de 2022.
“Esses investimentos serão essenciais para o desenvolvimento de Campo Grande. Esse é um projeto muito importante, teremos investimentos em saúde, educação, assistência para pessoas em situação de rua e habitação para [famílias em] casas irregulares. Serão várias frentes de trabalho, e quem vai sair ganhando é a população”, avalia.
O titular da Sisep reitera que o pacote de obras também contempla um projeto inédito: serão destinados R$ 2,7 milhões para a construção da Unidade de Pronto Atendimento Veterinário (Upavet), no Bairro Aero Rancho, para cães e gatos e aquisição de equipamentos e material permanente para unidades de atendimento.
INFRAESTRUTURA
Para execução de obras de infraestrutura, como pavimentação, drenagem e construção de bacias de contenção de enchentes, estão programados R$ 27,5 milhões.
Uma das obras previstas é um piscinão às margens da Avenida Rachid Neder, para reduzir a vazão do Córrego Cascudo e evitar o transbordamento do Córrego Segredo na rotatória da Ernesto Geisel, trecho onde deságua o Cascudo, afluente do Segredo.
Conforme publicado em reportagem do Correio do Estado no dia 15 de outubro, o retorno das chuvas trouxe diversos prejuízos para a população em razão da falta de drenagem nas ruas da Capital.
Entretanto, essa medida é apenas mitigadora e não resolve por completo o problema, já que para isso a prefeitura necessita de uma verba muito maior, de R$ 120 milhões, valor que seria destinado para construção de barragens nos córregos Segredo e Prosa para contenção de águas pluviais.
Dentro do pacotão ainda estão previstas reforma e adequação de áreas públicas, como as praças do Rádio Clube e Aquidauana, o Horto Florestal e o espaço multiúso do ginásio Guanandizão, e implantação de sete parques infantis adaptados, que terão o custo de R$ 20,8 milhões.
Outros R$ 16 milhões serão destinados à construção de moradias populares para população vulnerável em áreas de assentamento habitacional, como informou o Correio do Estado em reportagem do dia 5.
Serão 220 casas destinadas aos moradores da favela Mandela, localizada na região norte de Campo Grande.
Uma parte outra parte deste empréstimo também será destinada para a aquisição de softwares.
SAÚDE
Na área da saúde, o quantitativo será de R$ 10 milhões, para reforma, ampliação e adequação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs).
De acordo com a Sisep, as UPAs localizadas nos bairros Vila Almeida, Lebon, Universitária e Moreninha serão revitalizadas.
Os projetos de execução estão sendo elaborados para que, então, a licitação possa ser aberta.
Após anos de espera, a Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim das Perdizes deverá ser finalizada.
A obra estava prevista para ser entregue em abril de 2012. A data foi adiada duas vezes até a paralisação dos trabalhos em outubro de 2013 e, agora, deve ser retomada.
A intervenção recebeu recursos federais e foi executada durante dois anos e, em 2014, foi interrompida, restando aos moradores um prédio abandonado que serve para acúmulo de mato.
A Sisep não informou o valor estimado para a finalização da USF, assim como o prazo de entrega.
Dos R$ 95 milhões, o montante de R$ 4 milhões será destinado para a implantação do Centro de Referência Especializado de Assistência Social para a população em situação de rua. Fiorese disse que o bairro que deverá receber a obra ainda não foi definido.