O laudo da perícia do incêndio que atingiu toda a estrutura de uma tapeçaria em Campo Grande, na tarde de terça-feira (23), deve ser concluído em 10 dias. A loja está localizada na rua Barão do Rio Branco, no bairro Amambaí.
No entanto, esse prazo pode ser prorrogado, se necessário. A perícia chegou por volta das 9h, no local.
Conforme informa o delegado Guilherme Rocha, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, agora que o local foi liberado pelo Corpo de Bombeiros para a perícia, será apurado o motivo do início do incêndio.
"O prazo legal do laudo é 10 dias. Vamos verificar onde começou e como começou o incêndio", explicou o delegado.
A perícia optou esperar pela chegada dos bombeiros, por receio do prédio desabar, já que a estrutura do prédio está totalmente comprometida e corre o risco de desabar a qualquer momento.
O caso foi registrado como morte a esclarecer.
O local não tinha certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros e nem dispositivos de segurança, como extintores.
Com isso, o Corpo de Bombeiros notificou, interditou a tapeçaria e autuou o proprietário em 200 Uferms, o equivalente a R$ 8.400.
CORPO ENCONTRADO
O corpo do funcionário, Lucas Correia Queiroz, de 21 anos, foi encontrado sem vida, no mezanino, após de 6h30min de buscas.
Conforme informações do Corpo de Bombeiros, no momento em que as chamas começaram, havia apenas dois funcionários na loja, Lucas e Eduardo, de 28 anos.
Eduardo, que conseguiu sair a tempo, seguiu para a porta da frente e Lucas correu para a parte de dentro.
Ainda de acordo com os Bombeiros, a fumaça que sai da loja é altamente tóxica, semelhante ao caso que aconteceu na Boate Kiss, por conter material sintético.
Para o resgate e combate ao incêndio foram usado mais de 40 mil litros de água; mais de 10 viaturas; mais de 22 bombeiros, além do auxílio da retroescavadeira da Defesa Civil.