A Conferência Episcopal Paraguaya (CEP) lamentou, por meio de uma nota, o atentado sofrido pelo prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo, nesta terça-feira (17) e sua atual condição clínica irreversível. Também lastimou a morte do promotor Marcelo Pecci, morto durante lua de mel com a esposa Claudia Aguilera, na Colômbia na última semana.
O corpo clérigo exigiu ao Ministério público que os responsáveis pelos crimes bárbaros sejam identificados e levados á justiça.
"Condenamos e repudiamos firmemente este e todos os ataques contra a vida humana. Nesse sentido, nosso Deus é um Deus que ama a vida e seu mandamento é claro e preciso: 'Não matarás'”, explicou em nota.
Além disso, a CEP sugeriu que as autoridades e cidadãos em geral, promovam com coragem e consistência o respeito pelas instituições, leis asseguradas pela Constituição Nacional, para viver em um ambiente de paz e segurança.
“Pedimos a Nossa Senhora dos Milagres de Caacupé sua intercessão junto ao nosso Deus para que a violência cesse e possamos viver em paz e harmonia”, acrescenta o texto.
Na tarde desta quarta-feira (18), alguns padres foram chamados, a pedido da família, ao hospital Viva a Vida, local onde o prefeito José Carlos Acevedo está internado para rezarem pela vida do parlamentar e pela melhora do quadro clínico gravíssimo.
A Conferência Episcopal Paraguaya é formada por bispos da Igreja Católica no país e serve como principal assembleia dos eclesiásticos cristãos no Paraguai.
Histórico
O representante de Pedro Juan Caballero recebeu sete dos 10 disparos efetuados. Quatro deles no pescoço, dois no braço direito e um no esquerdo. Conforme o apurado, ele passou por cirurgias, sofreu uma parada cardíaca, ainda na tarde desta terça-feira (17), e precisou ser ressuscitado.