Cidades

SAÚDE DA CRIANÇA

Apae de Campo Grande recebe equipamento para detectar doenças raras em crianças

Aparelho custou R$ 400 mil e foi comprado com emenda parlamentar do deputado Loester Trutis

Eduardo Miranda

25/05/2022 - 17h05

A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Campo Grande (Apae) recebeu neste ano equipamento que vai fazer com que a entidade ganhe em escala e qualidade no atendimento às crianças da Capital e região. Trata-se do Panthera-Puncher, aparelho que custou R$ 400 mil e que foi adquirido com recursos federais, viabilizado por emenda do deputado federal Loester Trutis (PL). 

O equipamento é um dos poucos do Centro-Oeste especializado na detecção de doenças raras. Dentre as utilidades do equipamento, está a realização do teste do pezinho em recém-nascidos.  

Com a máquina que detecta doenças raras, a Apae poderá até ajudar na demanda de exames de triagem neonatal e exames pré-natais atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul.  

O equipamento acelera em 90 vezes a rapidez do exame. Neste mês, a compra do equipamento foi lembrada inclusive pela primeira-dama Michele Bolsonaro, em live realizada no dia 12.  

A iniciativa, da Apae-CG e do deputado Loester Trutis, conforme Michele Bolsonaro, deve ser ampliada para outras unidades da federação.  

Ao receber o equipamento, o presidente da Apae, Antônio José dos Santos Neto, agradeceu o parlamentar pela parceria. “Essa emenda será muito útil para nós. Agradecemos ao senhor por essa parceria e o consideramos como amigo da APAE, por estar nos ajudando a oferecer um serviço de qualidade para tantas pessoas que precisam do nosso atendimento”, agradeceu.

 

Entenda

O Panthera Panther é o primeiro processo da triagem neonatal dentro do laboratório, para inicializar a análise das amostras de sangue seco, que são coletadas em papel filtro.  

Essas amostras serão picotadas nas placas específicas de acordo com o teste a ser analisado, pois na triagem neonatal classificada como ‘teste básico’ (obrigatório por lei e oferecido pelo Sistema Único de Saúde).  

Consiste na detecção de seis doenças: fenilcetunúria, hipotireoidismo congênito, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase, hemoglobinopatias e fibrose cística.

Neste processo, o Panthera pode realizar as seis diferentes patologias, com a capacidade de processar de uma vez, 576 amostras, aproximadamente. Já para o teste Ampliado, em que os pais optam por pagar pelo teste completo em uma rede particular, o equipamento possui capacidade de realizar até nove testes, com aproximadamente 864 amostras de uma única só vez e ainda, nessa modalidade ampliada podem ser incluídas outras patologias raras oferecidas, além das já triadas no teste básico.

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