O campo-grandense foi pego de surpresa pela paralisação do serviço de transporte coletivo nesta terça-feira (21).
Para chegar ao trabalho, escola ou outros compromissos, muitos precisaram de alternativas, como o transporte por aplicativo, que teve aumento da demanda e, consequentemente, do preço.
Muitos usuários reclamaram que uma corrida que geralmente custa um valor x, dobrou no período da manhã.
De acordo com Presidente da Associação de Parceiros de Aplicativos de Transporte de Passageiros e Motoristas Autônomos de Mato Grosso do Sul (Applic/MS), Paulo Pinheiro, os aplicativos são uma alternativo ao transporte coletivo, mas os preços são estabelecidos pela plataforma.
Ele ressalta que a tarifação dinâmica ocorre quando há esse aumento na demanda.
"Realmente o valor dá uma extrapolada, mas a gente quer colocar para a população, que ela possa ficar ciente que a os valores cobrados não é do motorista, isso vem automaticamente dentro da plataforma cobrando o valor ali especificado para o para o passageiro", disse.
Pinheiro disse ainda que os motoristas cadastrados atualmente não são suficientes para atender uma demanda muito grande de passageiros.
Segundo o presidente da Aplicc, por conta do aumento de custos, muitos motoristas deixaram a plataforma.
"Várias situações, como a questão do aumento abusivo de combustível, reposição de peças, locadoras cobrando valores absurdos na locação dos veículos e também com relação a própria manutenção do veículo, muitos motoristas migraram", disse.
Com relação a falta de carros para atender, que gera longa espera do usuário para encontrar um motorista disponível, ele sugere que a população use o serviço de motos disponível dentro do próprio aplicativo.
"É uma alternativa também pra população, que use as motos. Dentro do aplicativo tem moto também, onde os valores é bem bem abaixo do valor que seria o veículo, e o transporte é rápido", disse.
Com relação aos preços dinâmicos, conforme pesquisa feita pelo Correio do Estado nos aplicativo, no início da tarde, os valores já estavam no de costume.
Paralisação
Motoristas do transporte coletivo de Campo Grande paralisam totalmente os serviços nesta terça-feira, por não terem recebido o vale, que deveria ter sido honrado nesta segunda-feira (20).
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande, Demétrio Ferreira, disse que a categoria optou por não fazer o aviso prévio de greve, mesmo sabendo dos riscos de judicialização, para não afetar o movimento, que poderia ser suspenso antes de iniciado.
Segundo Demétrio, Campo Grande pode ficar sem ônibus novamente nesta quarta-feira (22), caso o Consórcio Guaicurus não pague o valor devido aos trabalhadores.
O Consórcio Guaicurus, por sua vez, afirmou que não sabe de onde irá tirar o dinheiro para honrar o salário dos motoristas e que acionará entidades financeiras, estado, município e a justiça.
De acordo com o diretor presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior, a greve prejudica aproximadamente 100 mil usuários do transporte coletivo, que dependem da condução diariamente.
Ele afirmou ainda que a prefeitura já fez todos os repasses devidos ao Consórcio Guaicurus.