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Santa Casa realiza mutirão de exames para desafogar fila de espera

Primeiro mutirão terá exames de raio-x, tomografias, e deve acontecer neste sábado (25) com continuidade nos dias 8 e 22 de fevereiro, e 15 de março

A Santa Casa de Campo Grande realizará um mutirão de exames com o objetivo de desafogar as filas de espera, atendendo pacientes previamente agendados pelo sistema de regulação do município. 

O foco é garantir diagnósticos precoces e evitar que casos que poderiam ser tratados com menor complexidade evoluam para situações mais graves, demandando alta complexidade. 

O primeiro mutirão acontece neste sábado (25), e terá continuidade nos dias 8 e 22 de fevereiro e 15 de março de 2025, ao todo, serão mais de 920 exames realizados, sendo 320 tomografias computadorizadas e 600 raios-x ao longo dos mutirões.

Por dia, serão realizadas até 80 tomografias computadorizadas e 150 raios-x, de modo que os pacientes que aguardavam por esses procedimentos tenham a assistência necessária.

“Essa é uma iniciativa que reforça o compromisso da gestão ‘Por Amor à Santa Casa’ com a saúde e a dignidade de cada paciente. Nosso objetivo é acelerar o acesso a exames fundamentais, assegurando que essas pessoas possam iniciar seus tratamentos rapidamente e melhorar suas condições de vida”, destaca a presidente da Santa Casa, Dra. Alir Terra Lima.

Informações importantes

Os exames serão realizados exclusivamente para pacientes já agendados pela lista oficial do sistema de regulação. O Hospital da Santa Casa entrou em contato diretamente com todos os pacientes para confirmar os horários e datas.

Vale lembrar que não haverá atendimento sem agendamento prévio.

Serviço:

  • Evento: Mutirão de exames – Santa Casa de Campo Grande
  • Primeira data: 25 de janeiro de 2025
  • Próximas datas: 8 e 22 de fevereiro; 15 de março de 2025
  • Local: Santa Casa de Campo Grande
  • Início dos exames: 7h

MPMS 

Com 25.727 pacientes de todo o Estado aguardando para passar por exames, a Justiça determinou que o tempo de espera seja reduzido, com previsão de multa de R$ 10 mil por dia de atraso.

A demanda represada de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), cuja espera pode chegar a seis anos, aguarda os seguintes procedimentos:

  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética com e sem sedação;
  • Eletroneuromiografia;
  • Radiografias simples.

Caberá ao Estado avaliar a situação clínica de cada paciente para estabelecer o prazo máximo de espera: 100 dias para consultas e seis meses para casos em que seja necessária intervenção cirúrgica.

No processo, foi identificado que a espera causa sofrimento físico e psíquico aos pacientes que possuem doenças que podem ser diagnosticadas por meio desses exames, com risco de agravamento devido à demora.

Em 2019, foi realizada uma investigação que incluiu reuniões com o objetivo de solucionar o problema das filas de espera na saúde.

Nesse processo, foi descoberto que as filas mais longas são para os seguintes exames:

  • Ressonância magnética - 13.356 pessoas esperando
  • Radiografias simples - 6.196
  • Tomografia computadorizada - 2.921
  • Ressonância magnética com sedação - 1.389
  • Eletroneuromiografia - 1.145

Para se ter uma ideia, com relação à ressonância magnética, o pedido mais antigo no sistema de regulação da Prefeitura de Campo Grande foi registrado em julho de 2018, o que corresponde a uma espera de seis anos.

Já para realizar a eletroneuromiografia, o pedido com mais tempo de espera é de 2020, ou seja, quatro anos aguardando pelo exame.

A investigação do MPMS começou quando estudavam o caso de um bebê de 2 anos, que estava esperando há pelo menos um ano e meio para passar pelo procedimento de ressonância magnética de crânio, necessário para dar continuidade ao tratamento de encefalopatia crônica não evolutiva.

O Estado pode entrar com recurso para reverter a decisão.

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