Jamil Name Filho, mais conhecido como ‘Jamilzinho”, foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro pela 1ª Vara Criminal de Campo Grande, que reconheceu não ter provas suficientes para embasar uma condenação.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (24), pelos advogados João Paulo Delmondes e João Paulo Calves.
De acordo com Delmondes, a situação teve início com as alegações de envolvimento de Jamil Name Filho em um suposto esquema de lavagem de dinheiro. No entanto, a defesa argumentou que não estavam presentes todos os elementos do crime, por essa razão, pediu a absolvição por inexistência ou insuficiência de provas.
Ainda foi informado que no período em que a suposta organização criminosa teria operado, Jamilzinho estava preso. A detenção aconteceu no dia 27 de setembro de 2019, e dura até os dias de hoje.
Contra o réu, só haviam menções em diálogos entre terceiros envolvidos com o jogo do bicho, sem qualquer evidência concreta que comprovasse sua participação.
Diante destes fatos, o juízo reconheceu a impossibilidade de condenação e determinou a absolvição de Jamil Name Filho.
Condenações
Jamil Name Filho, já soma cinco condenações provenientes de inquéritos da Operação Omertà, que somadas chegam a penas de 69 anos de prisão. O ex-empresário foi apontado pelo MPMS como chefe de uma milícia armada que realizou diversas execuções ao longo dos anos.
Em dezembro de 2020, ele foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão, acusado de ser proprietário de um arsenal de 26 armas apreendidas durante investigação para esclarecer a morte de Matheus Xavier, morto por engano no lugar do pai.
O armamento estava num imóvel residencial no bairro São Bento, na região central de Campo Grande, que pertencia à família Name. E justamente por conta desta casa é que Jamil Name Filho foi condenado a outros 12 anos e oito meses de prisão, no final de junho de 2022.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o imóvel havia sido tomado à força de um casal que havia pegado um empréstimo de R$ 80 mil da família Name. Como o casal não conseguiu quitar o empréstimo e os juros, foi forçado, sob ameaça de espancamento com tacos de basebol e sob mira de arma de fogo, a repassar a casa para Jamilzinho.
A terceira condenação de Jamil Name Filho, de seis anos de prisão, veio no final de julho de 2023, por envolvimento em organização criminosa, já que foi evidenciado que ele tinha a seu serviço um pequeno batalhão de pistoleiros para executar uma série de crimes.
As condenações mais recentes saíram no ano passado. Em agosto, foi condenado a sete anos e meio de prisão e 120 dias de multa, em regime fechado, pelo envolvimento com milícia armada ligada à exploração do jogo do bicho e do crime de obstrução de justiça. Ele teve a maior pena dentre os julgados na ocasião por ser dono do apartamento de onde foram retiradas as provas.
Em setembro, foi condenado a 15 anos de prisão pela execução de Marcel Hernandes Colombo, conhecido como o Playboy da Mansão, morto no dia 18 de outubro de 2018.
*Colaborou Alanis Netto